Quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Vanderlan desconversa, mas interlocutores confirmam senador corrida pela prefeitura em 2024

Segundo interlocutores consultados pelo Jornal O Hoje, o congressista já é procurado para começar as articulações e, apesar de desconversar, estará no páreo

Postado em: 20-01-2023 às 08h30
Por: Francisco Costa
Segundo interlocutores consultados pelo Jornal O Hoje, o congressista já é procurado para começar as articulações e, apesar de desconversar, estará no páreo. | Foto: Reprodução

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) deve disputar a prefeitura de Goiânia em 2024. Segundo interlocutores ouvidos pelo Jornal O Hoje, o congressista já é procurado para começar as articulações e, apesar de desconversar, estará no páreo.

“Como ele falaria não, se já disse sim para enfrentar adversários como Iris e Maguito”, revela uma fonte. Em 2016, o ex-prefeito de Senador Canedo ficou em segundo lugar contra Iris Rezende (MDB). Em 2020, também foi ao segundo turno contra Maguito Vilela (MDB). A avaliação dos aliados do senador é que em 2024 haverá um vácuo de Poder, ocasião em que ele se destacará como principal nome do pleito. 

Atualmente, Goiânia é governada pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos), que deve disputar a reeleição. Segundo apurado, ele não é visto como incômodo a Vanderlan. Ainda assim, conforme apurado pela Coluna Xadrez, o gestor já trabalha para melhorar a imagem junto ao goianiense para se cacifar para a disputa.

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De fato, conforme o colunista Wilson Silvestre, o foco do Republicanos é a reeleição de Rogério, que ficaria na presidência metropolitana da sigla e, assim, ficar mais à vontade para fechar acordos com outras legendas, se fortalecer como liderança política e ‘descolar’ um pouco da sombra da Igreja Universal. O deputado federal eleito Jeferson Rodrigues assumiria o comando no Estado, no lugar de João Campos, para montar chapas competitivas nos 246 municípios do Estado.

Mas retornando ao grupo de Vanderlan, a avaliação é que Ana Paula Rezende (MDB), filha de Iris, herdaria os espólios do pai, mas a não participação direta na política ainda garantia a vantagem do senador. De fato, o nome dela, apesar da vontade dos emedebistas, ainda não está certo na disputa. 

No caso da deputada federal eleita Adriana Accorsi (PT), a percepção é que Goiás segue como Estado conservador e que a população ainda não se esqueceu da última gestão do PT em Goiânia – de Paulo Garcia. Assim, os interlocutores entendem que, individualmente, Vanderlan ainda é o nome mais forte na disputa. 

De acordo com eles, contudo, o senador prefere reforçar o compromisso como Senado. “Ele tem dito que não é o momento, que é preciso esperar, pois o cenário muda. Mas se o cenário não mudar ou mudar pouco, ele deverá disputar.” Vale lembrar, o ex-prefeito Iris Rezende sempre utilizou a estratégia da última hora para entrar no páreo.

PSD

Ainda de acordo com as fontes, o político deve permanecer no PSD. Os rumores de que ele deixaria a sigla e migraria para o PL seriam exatamente isso: rumores. “Não deve deixar o PSD, pois tem espaço no partido, que terá uma grande bancada no Senado na próxima legislatura.”

Depois do PL, que terá 14 senadores a partir de fevereiro, o PSD do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (MG), vem com 11 congressistas. A terceira maior é do MDB e União Brasil, com nove senadores cada. Dito isto, Vanderlan, inclusive, poderá escolher entre algumas comissões para presidir, graças a legenda. 

Questionado sobre a possibilidade de assumir a presidência da legenda, uma vez que Vilmar Rocha estaria sem cargo, a fonte diz que, de fato, existe a conversa por parte de correligionários. O senador, contudo, não teria interesse no momento.

Oficial

Ao Jornal Hoje, Vanderlan comentou algumas questões por meio de sua assessoria. Ele, entretanto, não falou sobre a disputa da prefeitura de Goiânia. 

“O senador Vanderlan Cardoso não tem intensão de deixar o PSD. Além de manter um ótimo relacionamento com o presidente nacional, Gilberto Kassab, e com todos os parlamentares do partido, ele tem trabalhado de forma unida com a bancada do PSD, que tem o presidente do Senado Federal e passará a ter a maior bancada da Câmara Alta, a partir do mês de fevereiro, após a posse dos novos senadores”, diz trecho da nota.

Ainda segundo o texto, o partido proporciona ao político oportunidades de atuação em projetos importantes. “Dessa forma, Vanderlan segue trabalhando de maneira integrada com toda a bancada. Então, não há interesse nem do PSD nem do senador Vanderlan em trocar de partido.”

Ele reforça, ainda, que votará no candidato do seu partido, Rodrigo Pacheco para permanecer na presidência do Senado. “Assim como aconteceu na primeira eleição da mesa diretora em que participou como senador, o goiano vai manter o alinhamento com o seu partido.”

E ainda: “Por estar em seu primeiro mandato como presidente, Rodrigo Pacheco tem a prerrogativa de ir para a reeleição. Caso decida realmente participar da disputa, como tudo indica, o PSD deve apoiar sua candidatura por unanimidade.”

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