Terça-feira, 07 de fevereiro de 2023

Exército impediu desmonte de acampamento em QG, diz ex-comandante da PMDF

Ele está preso desde o dia o último dia 10 por determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes

Postado em: 24-01-2023 às 17h05
Por: Luan Monteiro
Ele está preso desde o dia o último dia 10 por determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes. | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

O ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Fábio Augusto Vieira, disse, em depoimento, que não houve, da parte dele, facilitação para que os atos de terrorismo ocorressem em Brasília no último dia 8 de janeiro. O depoimento foi realizado no último dia 12 de janeiro. Vieira está preso desde o dia o último dia 10 por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Em depoimento, ele afirmou que a permanência do acampamento em frente ao Quartel-General (QG) do Exército contribuiu para os atos terroristas e que por duas vezes a PMDF tentou fazer a desmobilização dos acampamentos, mas não obtiveram êxito por solicitação do Exército.

“A PMDF chegou a mobilizar cerca de 500 policiais militares, mas o Exército entendeu que era melhor eles fazerem essa desmobilização utilizando seus próprios meios. A permanência do acampamento contribuiu muito para o ocorrido no dia 8”, disse.

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“A PM-DF tomou conhecimento de toda manifestação ou evento por uma reunião na Secretaria de Segurança Pública, pela Subsecretaria de Operações Integradas. Comandante-Geral não participa dessas reuniões e tampouco do planejamento”, continuo.

Ele ainda lembrou a prisão do líder indígena José Acácio Serere Xavante pela suposta prática de condutas ilícias em atos antidemocráticos. “A PM-DF não sabia da execução dessa prisão, e tão logo teve conhecimento, se deslocou para o local para de imediato assumir a operação para que pudesse inicialmente restabelecer a ordem pública no local e preservar vidas, para depois efetuar as prisões”, disse.

Vieira também contou que recebeu informações de que os ânimos dos manifestantes seriam pacíficos. “O Departamento de Operações informou que a situação estava OK, que o efetivo empregado era o necessário de acordo com as informações de inteligência que eles tinham. A inteligência informou que o chamado do movimento era grande mas não havia muita adesão”, afirmou.

Por fim, ele afirmou que, dias antes da manifestação, haviam dito que iriam empregar 440 homens. Porém, ele sugeriu o aumento do quantitativo de segurança na capital federal. “Que não sabe quantos homens haviam antes do confronto, mas após o confronto já estavam trabalhando cerca de 2.600 policias militares que fizeram o restabelecimento da ordem e a desocupação dos prédios”.

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