Iris defende criação de mais Centrais para diminuir esperaras

Prefeito diz que espera por leitos pode ser diminuída com implantação de 16 Centrais de Regulação, conforme prevê acordo entre Estado e o Ministério da Saúde

Postado em: 24-04-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Prefeito diz que espera por leitos pode ser diminuída com implantação de 16 Centrais de Regulação, conforme prevê acordo entre Estado e o Ministério da Saúde

Lucas de Godoi*

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O prefeito Iris Rezende cobrou nesta segunda-feira a criação de mais Centrais de Regulação para aperfeiçoar o encaminhamento de vagas e diminuir a espera por leitos de internação no estado. Iris recordou o compromisso firmado em 2008 entre o governo de Goiás e o Ministério da Saúde, que previa a criação de 16 centrais. A declaração do prefeito ocorre no mesmo momento em que o governo do estado propõe mudanças na área da Saúde. 

Em depoimento à CEI da Saúde da Câmara de Goiânia, na sexta-feira (20) o ex-governador Marconi Perillo atribuiu parte dos problemas na saúde da capital a falhas na Central de Regulação de vagas da prefeitura, coordenado pela Secretaria de Saúde do Município. Ele sugeriu aos vereadores que defendam que a regulação passe para a alçada do Estado, ao mesmo tempo em que defendeu as ações do Estado nessa área.

A Comissão pretende entender quais os impasses que a área possui e que inviabilizam atendimento mais eficaz para a população do município. “Se eu não cumprisse as vinculações, minhas contas não seriam aprovadas. Todas as minhas contas até 2016 foram aprovadas e a de 2017 será analisada e será aprovada com certeza”, respondeu o ex-governador quando questionado sobre os investimentos realizados durante sua gestão.

O Secretário de Saúde do Estado, Leonardo Vilela, também depôs na CEI e fez críticas ao sistema adotado pela prefeitura de Goiânia. “Não temos tido nenhum acesso ao painel de regulação, para um sistema que custou mais de R$ 4 milhões”, disse o secretário, ao citar os problemas que a rede municipal de saúde estaria enfrentando, como falta de material hospitalar e de pessoal. “Vejo a necessidade de o Estado assumir a regulação do sistema de saúde”, defendeu. 

Em entrevista à Rádio CBN Goiânia, Iris Rezende disse que a falta de centrais de regulação e de atendimentos no interior sobrecarregam as unidades de saúde da capital e prejudicam a gestão da Central de Regulação de Vagas de Goiânia. “Apesar de termos uma população de 1,4 milhão de pessoas, estão cadastradas 4,2 milhões em nosso sistema. Ao longo dos anos, a capital foi ficando praticamente sozinha no atendimento de Saúde de todo o estado. Essas demandas, entretanto, não estariam sobrecarregando Goiânia se as 16 Centrais de Regulação no interior, conforme compromisso assumido com Ministério da Saúde, tivessem sido instaladas”, disse. 

“Encontramos uma situação caótica na Saúde, que exigiu de nós medidas duras de mudanças. Identificamos de início que seria impossível melhorar a Saúde sem grandes mudanças no próprio sistema. E é isso que estamos fazendo. Estamos organizando a Saúde no município, assim como todas as outras áreas que enfrentavam dificuldades e começam a entrar nos eixos”, reforçou o prefeito em entrevista à rádio CBN. 

Medidas 

Iris Rezende declarou que decidiu implantar algumas medidas para reorganizar a distribuição de vagas em Goiânia. Entre as mudanças, citou a implantação do novo Sistema Integrado de Gestão da Saúde Pública, estrutura tecnológica que garantiu o fim da fila do chequinho para a autorização de procedimentos médicos de baixa e média complexidade. “Tudo está sendo automatizado e reorganizado na área da Saúde. O novo sistema identifica o município de origem do paciente e autoriza os procedimentos. Além disso, as pessoas serão atendidas e o que foi gasto será debitado na cota dos municípios. Por isso, espero que cada autoridade corresponda a sua obrigação”, explicou o prefeito.

Outra medida anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde para otimizar o fluxo de encaminhamento de vagas é a conclusão nos próximos 20 dias de uma auditoria e redimensionamento dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva em Goiânia. O trabalho, realizado em conjunto com o governo federal, vai potencializar a ocupação dos leitos e atualizar o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). 

Todas as mudanças implantadas na SMS, de acordo com o prefeito, já apresentam resultados. As internações em UTIs no período de janeiro a dezembro de 2017, por exemplo, chegaram a 13.696, contra 12.556 do mesmo período de 2016. O incremento foi de 1,1 mil internações, 9% a mais do que o ano anterior. “A atual administração está provocando uma verdadeira revolução na Saúde. Além de reformar inúmeras unidades de saúde e entregar outras totalmente equipadas, estamos todos debruçados sobre projetos importantes que vão garantir assistência médica com qualidade para todos”, finalizou o prefeito. (* Especial para O Hoje) 

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