Por que Vanderlan prefere ‘distância’ de Caiado no primeiro turno

Reflexo vem de pleito de 2016, quando campanha de Iris Rezende associou Vanderlan ao então governador Marconi Perillo

Postado em: 01-05-2024 às 10h30
Por: Yago Sales
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Sem dois grandes opositores - Iris Rezende e Maguito Vilela -, Vanderlan, ao que tudo indica, tem mais chances | Foto: Leandro Braz/O Hoje

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) é o pré-candidato à Prefeitura de Goiânia mais esperado em qualquer evento político-social da capital. Com andado firme, Vanderlan vai tentar pela terceira vez ser prefeito em uma eleição que ele, sorridente, afirmou, durante visita ao jornal O Hoje na segunda-feira (29): “Todo candidato fica lá em cima”. Esta foi a resposta sobre a expectativa de estar mais forte do que nos outros dois pleitos. 

Sem dois grandes opositores – Iris Rezende e Maguito Vilela -, Vanderlan, ao que tudo indica, tem mais chances. O problema, no entanto, é que surgem forças antagônicas, como o bolsonarista Gustavo Gayer – que entra mais para atrapalhar com sua chapa puro sangue, com Fred Rodrigues, também do PL, na vice; a petista – que parece uma forte aliada em um segundo turno – deputada federal Adriana Accorsi; o empresário Sandro Mabel, na base do governador Ronaldo Caiado; e fadigada tentativa de reeleição de Rogério Cruz (Republicanos). 

 Agora, Vanderlan reflete o passado, anda pé ante pé no presente, vislumbrando um futuro: sendo o prefeito (dos sonhos) no Paço Municipal. Para tanto, o senador, que atualmente tem o prestígio da imprensa nacional com o poder da caneta como presidenta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. 

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Como em qualquer relação entre forças políticas antagônicas, é normal um rompimento aqui, uma aliança ali, e não seria diferente na relação entre Ronaldo Caiado e Vanderlan que, por divergências, terminaram rompidos quando o senador não apoiou a reeleição de Caiado em 2022. À época, Vanderlan andava com o bolsonarismo e apoiou, ao governo, Major Vitor Hugo pelo PL. 

Presidente do PSD, sigla que tem relação estreita com o governo Caiado – muito por causa do ex-deputado Francisco Júnior, presidente da Codego e do ex-deputado federal e ex-candidato ao Senado na ‘indireta’ chapa de Caiado Vilmar Rocha. 

Vanderlan, contudo, deve caminhar, pelo menos no segundo turno, à distância, do grupo do Palácio das Esmeraldas. O principal motivo é a máxima de que o candidato do governador não ganha na capital. Na visita à redação do jornal O Hoje, Vanderlan lembra, a contragosto e de maneira traumática, de como, em 2016, a campanha de Iris Rezende Machado, que voltava para o quarto mandato, utilizou-se, de direito de resposta, para ligar Vanderlan Cardoso ao nome do então governador Marconi Perillo. 

“Foi um desastre”, lembra o senador, que, às vésperas do pleito, perdeu quase 18 pontos ao ser associado a Perillo em peças que fez com que a campanha tivesse certeza: “perdemos a eleição”. Por isso, o senador sustenta que seria melhor caminhar em um projeto independente às expectativas do Palácio das Esmeraldas.  

Claro, nada impede que, num eventual segundo turno – entre Vanderlan e a delegada Adriana Accorsi, do Partido dos Trabalhadores – o governador Ronaldo Caiado, no mínimo, libere “geral” para apoiar o senador. E, quiçá, até dê alguma declaração. O que não se espera, no entanto, é Caiado-cabo-eleitoral de Vanderlan.

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