Base partidária para reeleição de Caiado pode ir a 23 partidos

Postado em: 13-03-2021 às 10h10
Por: Augusto Sobrinho
Só o PSL se afastou da base do governador, mas isto poderá ser revertido se o presidente Jair Bolsonaro retornar à legenda | Foto: Divulgação/Governo de Goiás

José Luiz Bittencourt 

Eleito
governador do Estado em 2018 com uma aliança sustentada por 13 partidos,
Ronaldo Caiado pode bater esse recorde na busca pela reeleição em 2022,
acrescentando mais 10 legendas a esse já amplo arco partidário.

Para
a conquista do 1º mandato, Caiado alinhou na sua base Democratas, DC, Podemos,
PMN, PMB, PPL, PRP, PRTB, PSC, PSL, PTC, PROS e PDT e até agora, com mais de
dois anos de governo, só perdeu o PSL – movimento que pode ser revertido se o
presidente Jair Bolsonaro, para disputar a reeleição, resolver voltar a se
filiar ao partido.

Agora,
já pavimentando o caminho para a reeleição, o governador tem chances de
acrescentar à sua coalizão mais uma dezena de siglas: MDB, Republicanos, PSD,
Cidadania, Solidariedade, PL, PSB, PTB, avante e PV. Dessas, pelo menos quatro
já estão definidas ao lado de Caiado.

São
elas o Cidadania – hoje presidido pelo vice-governador Lincoln Tejota –, o
Solidariedade, que recebeu inclusive uma vaga no secretariado através da
indicação de Henderson Rodrigues para a pasta de Esportes e Lazer; o PTB, 100%
alinhado ao governo depois que Jovair arantes foi defenestrado da sua direção;
e o PV, cujo presidente estadual Cristiano Cunha anunciou alinhamento com a
reeleição de Caiado – que ele disse considerar “a melhor alternativa” para o
futuro de Goiás.

O
filé dessa lista de partidos que podem vir a apoiar o atual governador em 2022
é o MDB, principalmente pelas raízes estabelecidas nos dois maiores colégios
eleitorais do Estado: Goiânia com o prefeito Rogério Cruz (Republicanos), mas
aliado do presidente emedebista Daniel Vilela, e em aparecida, administrada por
Gustavo Mendanha, outro parceiro de Daniel.

Daniel
Vilela é a chave para o posicionamento do MDB face a 2022. Se quiser, pode ser
candidato a governador, mas, por outro lado, tem a alternativa de optar por um
acordo com Caiado, inclusive para figurar na chapa da reeleição na posição que
desejar (senador ou vice). Dizem que esse cálculo já é feito nos círculos de
aconselhamento mais íntimo do herdeiro político de Maguito Vilela, onde a sua
juventude leva ao raciocínio de que, como vice, teria quatro anos de
visibilidade até o momento de postular novamente o governo em 2026, quando mal
estaria passando dos 40 anos de idade.

A
favor dessa hipótese concorre o relacionamento construído entre Caiado e Daniel
a partir do padecimento de Maguito Vilela acometido pela Covid-19, até o
desfecho trágico em uma madrugada fria na uTi do Hospital albert Einstein, em
São Paulo. De uma situação de completo afastamento e até de antagonismo, já que
foram adversários ferrenhos em 2018, passou a existir um diálogo que de certa
forma se assemelha ao de pai e filho que se aproximaram ainda mais em um
momento de dor e sofrimento.

Isso
significa que, de uma impossibilidade, a eventualidade do acordo do DEM de
Caiado com o MDB de Daniel Vilela passou a ser um cenário bem próximo da
realidade que assegura vantagens consideráveis para ambas as partes. Este será
o melhor tipo de acordo, em especial para o emedebista que terá a chance de
incorporar o legado conciliador e pacificador definido por seu pai depois da
posteridade.

É fato
que a reeleição de Caiado tem tudo para se dar em um contexto de fortalecimento
ainda maior, tendo como base de apoio partidário, quase o dobro das legendas
que o apoiaram na eleição de 2018. (Especial para O Hoje)

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