Tiãozinho será ponte entre Câmara e Prefeitura de Goiânia

Postado em: 30-03-2021 às 09h00
Por: Augusto Sobrinho
Ex-vereador está no Gabinete do prefeito como mão direita de José Firmino | Foto: Reprodução

Dayrel Godinho 

Sem o ex-vereador emedebista Andrey Azeredo na Secretaria de Governo da Prefeitura de Goiânia (SeGov) o prefeito, Rogério Cruz (Republicanos), e o novo titular da pasta, Arthur Bernardes (PSD), encontraram no também ex-vereador Tiãozinho Porto (MDB) um interlocutor entre a Câmara Municipal e o Paço Municipal. 

O emedebista assumiu a secretaria executiva do gabinete do prefeito na última sexta-feira (27) e está na função no lugar de Wilson Rocha Baleeiro Júnior, nome próximo ao ex-prefeito Iris Rezende (MDB). 

Sem Azeredo e com dois nomes ligados ao Republicanos e, portanto, à Igreja Universal que também conta com o secretário particular do prefeito, José Alves Firmino, Tiãozinho será o “meio de campo” entre o prefeito de Goiânia, a Câmara e também os ex-vereadores que estão no primeiro e segundo escalão do paço. “Conheço a maioria dos vereadores e mandato e vou dar uma força para o Firmino e para o Bernardes”, lembra o emedebista. 

Ele minimiza sobre haver um impacto da Universal na prefeitura de Goiânia e afirma que o prefeito de Goiânia assumiu pelo Republicanos, mas “é o prefeito de Goiânia e já está dando a sua cara para a gestão”. “O partido pode até dar um conselho, mas o prefeito é o Rogério e as suas ações já estão falando por si”, comenta.

As decisões da Reforma Administrativa, inclusive, são uma prova desta disposição do prefeito em tomar atitudes próprias, mas “todas as mudanças que aconteceram já estavam previstas”, mas não influencia no diálogo com a Câmara, porque o prefeito, segundo o ex-vereador, também tem a habilidade “enquanto vereador” para conversar com a Casa.

Insatisfação no MDB 

Tiãozinho, que também é segundo suplente pela chapa emedebista, afirma que não há uma insatisfação entre os seis vereadores filiados à sigla na Câmara Municipal e que a sua ligação com o MDB não interfere na Gestão, ou é um sinal para o núcleo do partido, mas acredita que os seis vereadores devem se manter na base de sustentação do prefeito na Casa.

“Acredito que o partido deve se manter na Base, já há um diálogo e o MDB está unido nesta gestão. Às vezes sai um comentário de que há um racha, mas os vereadores têm o entendimento de que há união para fortalecer os vereadores emedebistas”, comentou.

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