Delegado Waldir diz que elegibilidade de Lula forçou trocas em ministérios

Postado em: 30-03-2021 às 17h55
Por: Raphael Bezerra
Outro motivo listado pelo deputado federal goiano seria a condução da pandemia e o negacionismo "caótico", que causou perda de apoio no congresso | Foto: Reprodução

Luan Monteiro

Depois que o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) anunciou, na
última segunda-feira (29/3), uma reforma ministerial, a repercussão do assunto tem preocupado muitas pessoas, desde cidadãos comuns à autoridades. Ao todo, seis ministérios
sofreram alteração, sendo eles, Casa Civil, Secretaria de Governo, Justiça e
Segurança Pública, Relações Exteriores, Defesa e na Advocacia-Geral da União
(AGU).

Para o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO), o que causou
a reforma feita pelo presidente foi perda de popularidade e apoio no congresso,
que pode ter efeitos nas eleições de 2022. “A condução da pandemia e o negacionismo
caótico do presidente foi fundamental para ecoar a crise. A necessidade de o
presidente montar uma base e se aliar ao centrão fez o presidente negociar
ministérios e agora ele está pagando esses ministérios”, explica o deputado.

Outro motivo, segundo Waldir, é a possível presença do
ex-presidente Lula (PT), na próxima eleição presidencial, o que se faz
necessário o fortalecimento da base. “A entrada do Lula no cenário eleitoral
fez a necessidade da mudança de ministério. Para que desta forma em 2022, o
presidente possua uma base mais forte junto ao centrão. A força do Lula fez com
que ele tivesse que dar alguns passos para se aproximar ao período eleitoral,
já que ele trabalha pela reeleição”, complementa.

Sobre a crise, o deputado acredita que essa seja a primeira
crise com o centrão, que pode mexer na base do governo. “Crise sempre existiu, isso
sempre foi uma grande dificuldade do presidente. Porém, até então ele criava
crise apenas com subordinados dele. Agora, ele teve a primeira crise com o
centrão, na última semana Arthur Lira (PP-AL), enviou um duro recado ao
presidente cobrando espaços e cargos, ou o remédio seria amargo. Ele passou a
negociar com especialistas”, diz.

Para o deputado,
Arthur Lira é uma versão melhorada de Eduardo Cunha, por ele não ter pretensão de
presidir o Brasil. “Arthur Lira é um Eduardo Cunha melhorado, ele não vai errar.
O Lira não tem pretensão em ser presidente da república, ele tem interesse em
comandar a câmara e que acordos sejam cumpridos. Os interesses dele são cargos,
controle de orçamento e emendas. Ele é muito pragmático”, completa.


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