Carlos Bolsonaro confunde pauta sobre LGPD , fala sobre identidade de gênero e vira meme

Postado em: 21-04-2021 às 17h00
Vereador no Rio de Janeiro e filho do presidente da República, não entendeu que, na verdade, a pauta se tratava da Lei Geral de Proteção de Dados) | Foto: reprodução

Da redação

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) virou assunto comentado durante este feriado de quarta-feira (21/04) ao confundir um termo da nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) com “identidade de gênero” durante sessão virtual nesta segunda-feira (19) da Câmara Municipal do Rio.

Na ocasião, o filho do presidente Jair Bolsonaro, pediu a palavra para comentar o termo “autodeterminação informativa” e disse que o que eu considera “uma aberração gigantesca é… Novamente, eu sei que vão levar para um tom pejorativo, mas não é piada o que eu estou falando, presidente. […] Quando ele fala do ‘respeito à privacidade’, o inciso 2 fala da ‘autodeterminação informativa’. Presidente, olha o tom delicado desse inciso que a gente tem que levar adiante, quem sabe emendar respeitando a biologia do ser humano”.

“Na autodeterminação, você vê por aí gente que, inclusive, se autodenomina tigre, leão, jacaré, periquito. Novamente repito, não é piada. Então, a partir do momento em que você coloca isso, ignorando legislações superiores que caracterizam o sexo da pessoa como homem e mulher, X e Y, baseado na ciência, e você entra com uma característica de autodeterminação, fica algo muito vago, porque coloca situação delicada tanto a pessoa que se autodetermina quanto as que estão ao redor dela”.

De acordo com o G1, a sessão virtual em que ele fez o comentário discutia um projeto de lei de 2018 do vereador carioca Tarcísio Motta (PSOL), que tem por objetivo regulamentar o tratamento e proteção de dados pessoais pela administração pública municipal. O termo “autodeterminação informativa” consta da Lei Federal 13.709/2018, sancionada durante o governo Michel Temer, e foi o mesmo utilizado na proposta no Rio. À época da aprovação da lei federal, em maio de 2018, Jair Bolsonaro era deputado federal. Ele estava presente à sessão que aprovou o projeto em votação simbólica — quando não há declaração de voto.

Depois da gafe, o assunto começou a tomar popularidade na internet e acabou virando meme. Diversos internautas publicaram, em suas redes sociais, brincadeiras ironizando a troca do LGPD pelo LGBT.

Depois disso, em posts divulgados nesta quarta em uma rede social, Carlos Bolsonaro, para se defender, negou que tenha confundido os termos durante a sessão virtual. “Confundi porcaria alguma. Estava ciente dos dois projetos em discussão. Quanto ao de proteção de dados me posicionei favorável e quanto ao segundo levantei questões e confeccionei emenda para tal proposta (…). Aos inocentes, sugiro assistir a reunião na íntegra, pois criar narrativas falsas sem assistir o todo é algo minimamente desonesto. Querem transformar algo produtivo em mais uma falácia. Reunião produtiva e com assuntos pertinentes. Se reclamam é que estamos incomodando”. 

Por: Carlos Nathan Sampaio
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