Saúde mental: “precisamos de limites e aprender que não damos conta de tudo”, diz psicólogo

Postado em: 01-08-2021 às 13h00
Por: Victoria Lacerda
A ginasta Simone Biles, uma das melhores do mundo, dividiu opiniões nesta semana quando desistiu de disputar uma modalidade em função de preservar sua saúde mental | Foto: Reprodução

Umas das melhores ginastas dos últimos tempos, Simone Biles, chegou a Tóquio sendo protagonista das Olimpíadas 2020. Porém, trazendo a importância de se falar sobre saúde mental a atleta não disputou a final individual da modalidade, que aconteceu na última quinta-feira (29/30). A própria federação da atleta admitiu que ela está lutando para se manter forte.

“Após uma avaliação médica adicional, Simone Biles retirou-se da competição individual geral final. Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e aplaudimos sua bravura em priorizar seu bem-estar. Sua coragem mostra, mais uma vez, porque ela é um modelo para tantos”, disse o comunicado publicado no twitter.

O desabado da atleta trouxe uma discussão sobre os cuidados com a saúde mental. Até que ponto a pressão é válida? O psicólogo Lino Andrade, explica que diante de diferentes pressões, existe a importância de dizer não em algumas situações, pois a atitude de Simone Biles, que não deixou de ser menos importante no evento mundial, é um caminho muito importante para o amor-próprio, autocuidado e autoconhecimento.

Simone ainda voltou a dizer que optou pela sua saúde mental e física e que não desistiu: ”Para quem diz que eu desisti, eu não desisti. Minha mente e corpo simplesmente estão fora de sincronia. Não acho que vocês entendem quão perigoso isso é nas superfícies de competições duras. Eu não preciso explicar porque coloquei a saúde em primeiro lugar”, declarou.

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