Alzheimer: cientistas desenvolvem nova droga contra a doença

Postado em: 13-06-2021 às 13h47
Por: Nielton Soares
A agência reguladora dos Estados Unidos aprovou uma nova droga que pode retardar a degeneração do cérebro | Foto: reprodução

O tratamento contra o desenvolvimento do Alzheimer ganhou reforço, neste mês, com a aprovação experimental do medicamento aducanumab. A autorização foi feita pelo Food and Drug Administration (FDA) – agência reguladora dos EUA equivalente à Anvisa, no Brasil, que desde 2003 não aprovava medicação nenhuma para a doença.  

Mas você sabe como age essa doença? Quem convive com pessoas em estágios mais avançados do Alzheimer, conta que a sensação é de estar perdendo aos poucos o indivíduo. “Percebo como se a minha mãe está nos deixando a cada dia”, relata a jornalista Edna Gomes, ao narrar a ação do Alzheimer na saúde mental da sua mãe de 83 anos. De acordo com a ciência, a doença tem evolução lenta, começa com perda de memória e termina com danos cerebrais graves no paciente.

Até o momento, a literatura médica não descobriu o que realmente causa o Alzheimer. Apenas são indicadas medidas consideradas preventivas para retardá-la, mas não há como evitá-la, segundo a neurologista Jerusa Smid, que coordena o Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Uma pesquisa publicada na renomada revista cientifica “The Lancet”, no ano passado, apontou que há mais incidência de casos de demência, incluindo Alzheimer, em negros, asiáticos, grupos minoritários e populações pobres. Assim, a desigualdade social e econômica, que envolve pobreza e discriminação racial, também foram inclusas como fatores de risco, sobretudo para essas populações.

O estudo destacou também medidas preventivas no tratamento e cuidados em casos de demência. Dentre os quais, o consumo excessivo de álcool, o sedentarismo, o tabagismo e a alimentação pobre em nutrientes. De acordo com o texto, pode aumentar o risco de obesidade, diabetes e hipertensão, o que seriam os principais fatores de risco.

Droga americana

Porém, a aducanumab foi desenvolvida para pacientes com deficiência cognitiva leve. O intuito é conseguir retardar a progressão da doença e não apenas aliviar os sintomas. A farmacêutica Biogen, em parceria com o japonês Eisai, desenvolveu a droga que é administrada por meio de infusão intravenosa.

Porém, existem fatores controversos acerca da droga, que ainda precisam ser esclarecidos. Como os que envolvem resultados clínicos e de efeitos colaterais, em fase 4 da pesquisa (que testa a medicação em um grupo maior de pessoas).

Dicas para prevenir o Alzheimer (principais ações preventivas, de acordo com a publicação na “The Lancet)

  • Manter o nível de açúcar no sangue e o peso para evitar diabetes (normalmente abaixo de um Índice de Massa Corporal (IMC) de 25;
  • Obter o máximo de educação escolar na infância;
  • Evitar traumatismo craniano (exemplo: concussões);
  • Manter-se cognitivamente ativo, por meio de leituras e aprendendo sempre coisas novas;
  • Controlar a depressão;
  • Gerenciar sempre o estresse;
  • Tratar a “hipotensão ortostática” (aquela sensação de tontura ao se levantar);
  • Manter a pressão arterial sob controle, especificamente a partir dos 40 anos;
  • Examinar perda de audição ao longo da vida e adotar aparelho auditivo, quando necessário (perda auditiva está associada a dano na região cerebral vinculada à memória);
  • Praticar atividades físicas
  • Gerenciar a fibrilação atrial (frequência cardíaca rápida e irregular devido a sinais elétricos caóticos no coração;
  • Alimentação rica de vitamina C ou tomar suplementos (frutas cítricas, como laranja e acerola; legumes, como cenoura, pimentão amarelo e pimentão vermelho, e verduras, como couve e brócolis)
  • Evitar exposição à poluição do ar e ao fumo passivo do tabaco;
  • Não abusar de bebidas alcoólicas;
  • Abandonar o fumo,
  • Buscar ter um sono de qualidade
  • Evitar o uso de medicamentos para demência como prevenção;
  • Sintomas
  • Perda de memória;
  • Repetição de perguntas e declarações;
  • Dificuldades de discernir as coisas;
  • Posicionamento incorreto sobre objetos
  • Mudanças de humor e personalidade repentinamente;
  • Confusão mental e cognitivo;
  • Delírios, paranóia, impulsividade e convulsões
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