Vereadores criticam pressa em aprovação do Código Tributário de Goiânia

Postado em: 14-09-2021 às 12h10
Por: Nielton Soares
Base da Prefeitura na Câmara reafirmou que projeto do Paço será provado em definitivo até o fim do mês | Foto: reprodução

Os vereadores oposicionistas criticaram a pressa na aprovação do novo Código Tributário da Capital na Câmara Municipal. O texto para análise dos parlamentares foi entregue na última quinta-feira (09/09), pelo próprio prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos) à Casa e deve ter tramitação até o fim deste mês.

“Se o prefeito queria pressa para aprovação do projeto, deveria ter entregue antes”, salientou o vereador Mauro Rubem (PT), pedido que a Casa não vote a proposta antes de um amplo debate. “A Câmara está sendo atropelada”, discursou.

A fala levantou críticas da colega, Sabrina Garcez (PSD): “Eu não entendo, como um vereador vem aqui dizer que não tem tempo para analisar o projeto”. Segundo ela, o texto está em análise “recorde” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. “A prefeitura colocou dois servidores para tirar dúvidas dos parlamentares”, emendou.

Também na oposição, Kleber Morais (MDB) afirmou que leu todo o documento entregue pelo prefeito e que a redação é diferente daquela que foi apresentado, anteriormente, à imprensa. “Toda vez o valor venal (do imóvel) irá subir”, citou sobre o entendimento que teve sobre a matéria.

Presidindo a sessão, Clésio Alves (MDB) destacou que o novo Código não vai “penalizar tanto o rico”. O parlamentar reafirmou que o texto será votado em definitivo até o fim deste mês.

Isenção para clubes

O oposicionista do Paço, Santana Gomes (PRTB) criticou a intenção de isentar impostos municipais para clubes de futebol. “É preciso ter uma contrapartida ao município”, disse, acrescentando que irá fazer os requerimentos e apresentação de emendas. “Há arapucas que precisamos discutir”.  

“Na questão dos clubes, eu tenho que concordar com o vereador Santana. Realmente, os clubes ganham muito dinheiro. Vende jogadores de muitos milhões de reais. Vai zerar? Agora, doravante, não vai pagar mais nada?”, criticou Cabo Senna (Patriota).

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