Pesquisadora desenvolve espuma que pode ajudar a despoluir oceanos

Rubia Gouveia trabalha no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) e foi reconhecida pelo presidente Jair Bolsonaro.

Postado em: 23-09-2021 às 17h46
Por: Luan Monteiro
Rubia Gouveia trabalha no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) e foi reconhecida pelo presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução

Uma pesquisa desenvolvida pela cientista Rubia Figueredo Gouveia do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), que faz parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), apresentou uma espuma que pode auxiliar a limpeza de oceanos.

O produto criado no CNPEM /MCTIutiliza nanocelulose e látex e é capaz de absorver volumes de poluentes até 50 vezes superiores à sua massa. Além disso, o produto é 100% natural e reutilizável e pode ser uma ferramenta importante em ações de despoluição envolvendo óleos e solventes nos oceanos.

Rubia explicou como funciona a espuma “O material é obtido a partir da combinação de fibrilas de nanocelulose e látex de borracha natural, todos esses são extraídos de fontes renováveis e abundante. Desta forma, a espuma é 100% “verde”. As fibrilas de nanocelulose se agrupam em uma estrutura 3D e, depois de recobertas e aderidas pelo látex, acabam se reorganizando em uma estrutura porosa mais robusta, que se interconectam e contribuem tanto para a robustez e estabilidade do material, quanto para uma maior absorção dos poluentes.  A nanocelulose sozinha não possui estabilidade em água, pois ela tem uma alta afinidade pela água e por isso se desfaz em água. Desta forma, o látex é essencial para manter a espuma estável e, além disso, ele introduz hidrofocidade para o material, ou seja, ele permite que a espuma capture poluentes hidrofóbicos, como óleos e solventes orgânico”.

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Sobre a recepção da ideia, Rubia explica que acredita que a notícia foi bem recebida pela comunidade cientifica. “A ideia foi bem recebida pela comunidade, sendo bastante divulgada a partir do final do ano passado. Eu particularmente acredito que o apelo ambiental de utilizar materiais verdes para a produção de novos materiais atrai bastante a comunidade como um todo, não somente a comunidade científica. Do ponto de vista científico, a notícia foi muito bem recebida, onde o artigo recebeu destaque como capa da revista ACS Applied Nano Materials do mês de novembro de 2020”, explica.

Nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) reconheceu o avanço da pesquisa e a descoberta feita pelo órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. “A cientista do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), Rubia Figueredo Gouveia, desenvolveu uma espuma ecológica capaz de absorver volumes de poluentes até 50 vezes superiores à sua massa”, diz a publicação. “A cientista do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), Rubia Figueredo Gouveia, desenvolveu uma espuma ecológica capaz de absorver volumes de poluentes até 50 vezes superiores à sua massa”, continua.

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