Saiba a partir de que idade é seguro oferecer leite de vaca para crianças

Postado em: 17-10-2021 às 09h32
Por: Redação
O leite materno é o mais recomendado para a dieta de crianças até dois anos, mas a partir de um ano de vida o leite de origem animal já pode ser introduzido de forma complementar. | Foto: Reprodução

Conforme o “Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos”, publicação do Ministério da Saúde, a recomendação para essa faixa etária é de que a amamentação com leite materno seja mantida até os dois anos de idade, sendo que até os seis meses de vida, a base alimentar dos pequenos deve ser exclusivamente o leite humano, sem a necessidade de oferecer outros alimentos, nem mesmo água ou outros tipos de leite.

Mas, após os seis meses de vida, quando se começa a introduzir outros alimentos na dieta dos bebês, uma dúvida é recorrente aos pais: quando oferecer outros tipos de leite, como o de vaca, que é consumido regularmente por mais de 90% da população brasileira? Segundo o documento técnico “Consumo do Leite de Vaca de 0 a 36 meses”, elaborado entre 2019 e 2020 pela Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), a recomendação é de que este tipo de lácteo seja oferecido após os 12 meses de vida.

Segundo pediatras e nutricionistas, depois de um ano, a criança saudável já está fisiologicamente madura para receber uma alimentação diversificada e deve ser estimulada para o consumo de alimentos nutritivos em quantidade e qualidade suficientes para suprir as necessidades de crescimento e desenvolvimento. O documento da SBAN aponta ainda as qualidades nutricionais do leite de vaca, uma fonte de energia, macronutrientes (gordura e proteínas), vitaminas (carotenóides) e principalmente de minerais (cálcio, magnésio e fósforo).

Seguro e confiável

Consumido há milhares de anos pela humanidade, o leite de vaca está entre os alimentos que mais evoluíram em seu processo de industrialização, garantindo um consumo seguro. Essa evolução está presente especialmente nos métodos de conservação do produto.

Nesse sentido, de acordo com André Luiz Rodrigues, presidente de uma indústria brasileira de laticínios, a legislação do nosso país não permite a adição de nenhum tipo de conservante ao leite, o que faz do alimento uma opção ainda mais saudável, tanto para adultos quanto para crianças. “Por ser um produto de origem animal, o leite é alvo de uma rigorosa fiscalização e as indústrias de laticínios precisam cumprir várias normas técnicas e testes de segurança sanitária”, detalha André Luiz.

O executivo lembra ainda que o advento das embalagens cartonadas ou longa vida, que hoje são mais de 90% do que é consumido no mercado brasileiro, representou um salto de qualidade para a indústria láctea. “O produto longa vida ou UHT consagrou-se como uma alternativa altamente segura e confiável para o consumo de leite no Brasil. Apresentada ao país em 1972, a tecnologia das embalagens cartonadas dispensa qualquer utilização de conservante, pois a composição da caixinha preserva as qualidades naturais do produto”, pontua.

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