Chuvas na Região Metropolitana deixam árvores caídas e motoristas parados

Chuvas fortes deixam ruas esburacadas em Goiânia e região metropolitana

Postado em: 18-02-2022 às 08h28
Por: Daniell Alves
Chuvas fortes deixam ruas esburacadas em Goiânia e região metropolitana | Foto: Pedro Pinheiro

As chuvas que caíram ontem (17) deixaram rastros de destruição em diversos pontos da Região Metropolitana de Goiânia (RMG). Na Capital, parte da pista da Marginal Botafogo ficou interditada após uma árvore cair e derrubar três postes próximo à Região da 44. No setor Urias Magalhães, na Avenida Mantiqueira, os buracos ficaram ainda maiores por conta da forte chuva. Goiânia conta com mais de 100 pontos de alagamentos e 27 áreas de risco. 

Já na Avenida Higino Pires Martins, no Residencial Solar Ville, outra queda de árvore foi registrada pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A rua da Divisa, no Setor Jaó, também ficou alagada. Em Aparecida de Goiânia, a Avenida Odorico Ney, um dos principais desvios da BR-153, ficou alagada. Os condutores que passavam pelo local tiveram dificuldades para encontrar outras rotas alternativas e acabou gerando congestionamento. Até o início da tarde, o nível da água já havia abaixado e liberado o trânsito. 

No setor Leste Universitário, por exemplo, árvores balançavam por causa da ventania. A forte chuva impedia que motoristas pudessem ver a pista com facilidade. Os buracos nas ruas também foram um problema para os condutores, conforme apurou a reportagem. 

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Os estragos em Goiânia têm sido recorrentes nos últimos dias. Vídeos enviados pelos leitores do O Hoje mostram o momento em que enxurradas tomaram conta das principais vias e motoristas precisaram parar em algum local para evitar possíveis acidentes de trânsito. 

Locais de risco 

De acordo com o último levantamento da Defesa Civil, a Goiânia possui mais de 100 pontos que podem ocorrer alagamentos e 27 áreas de risco. Estes locais de risco estão espalhados em diversas regiões da cidade. Entre os locais atingidos estão a Marginal Botafogo, a Rua 87, no Setor Sul; Avenida C, no Jardim América; Rua da Alegria, no Setor Perim; além da Avenida Anhanguera, no Setor Ferroviário.

Segundo o coordenador Municipal de Proteção da Defesa Civil, Robledo Mendonça, os pontos de alagamento são definidos pelo acúmulo de enxurradas em certos pontos, oferecendo risco às pessoas e veículos. “O levantamento foi encaminhado à Secretaria de Infraestrutura para que os problemas sejam resolvidos ou minimizados. Estamos monitorando se as intervenções realizadas surtiram efeitos positivos”, explica. 

Para os condutores, a recomendação é que evitem estar em áreas alagadas. Se não houver alternativa, devem seguir as orientações: ao encontrar-se em ruas alagadas, procure se proteger o máximo possível para evitar o contato com a água. Use calçados ou improvise, com sacos plásticos, proteção para as pernas.

Além disso, a Defesa Civil alerta que nos primeiros sinais de alagamento, os motoristas precisam procurar áreas elevadas para estacionar e aguarde o nível da água baixar; andar devagar, aumentar a distância do veículo da frente e não fechar os cruzamentos. Também não devem parar o veículo próximo a árvores ou postes.

Chuva desigual

O gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas (Cimehgo), André Amorim, explica que as chuvas no Estado têm ocorrido de maneira desigual e há precipitação concentrada em alguns pontos. O maior volume registrado na Capital foi na região Noroeste, no Setor Perim, com 70 milímetros (mm). Já na região do Universitário o índice foi de 60mm.

A orientação é que a população procure abrigos seguros diante de uma chuva de tempestade, evite áreas de alagamento para não haver possibilidade das pessoas ficarem ilhadas. “Além disso, evitar áreas de risco, como ambiente aberto de pasto e fazenda, nos casos de raios, para que ninguém seja atingido por algum raio”, alerta André.

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