Conheça o caso da mulher que levou um tiro e foi salva pelo silicone

Postado em: 30-03-2022 às 16h08
Por: Rodrigo Melo
Segundo a publicação, o implante impediu que a bala perfurasse seu coração | Foto: Plastic Surgery Case Studies

Uma mulher canadense de 30 anos sentiu a sentir dor e “queimação” em seu seio esquerdo enquanto caminhava por Toronto, cidade de Ontário. Após ver que o sangue escorria do local, ela deu entrada no pronto-socorro de um hospital da área.

Submetida a uma tomografia, o exame constatou que ela havia sido alvejada por um projétil de arma de fogo. A bala perfurou seu seio esquerdo, mas desviou na prótese de silicone e ficou alojada no direito.

Foto: Plastic Surgery Case Studies

“O implante de silicone provavelmente foi responsável por desviar a trajetória da bala e salvar a vida da mulher”, escreveram os médicos em um relatório de caso publicado no Plastic Surgery Case Studies. Eles descreram a mulher como sendo uma “paciente saudável e sem problemas”.

Ainda segundo a publicação, o implante impediu que a bala perfurasse seu coração: “Esse implante cobre o coração e a cavidade intratorácica e, portanto, provavelmente salvou a vida da paciente”. O relatório esclareceu também situações parecidas que ocorreram antes.

Raro

De acordo com a comunidade médica que atendeu a paciente, o evento é extremamente raro. Ao todo foram registrados quatro casos em que próteses de silicone desviaram balas, dos quais dois teriam sido a diferença entre a vida e a morte.

Foto: Plastic Surgery Case Studies

Segundo Giancarlo McEvenue, cirurgião responsável pelo tratamento da vítima, em entrevista ao site Gizmodo, a mulher fraturou a costela direita e perdeu os implantes de silicone. Foi recomendado que ela não procurasse novas próteses em menos de seis meses, a fim de evitar infecções

O mesmo médico afirmou que, de todos os casos analisados, o dela foi o único em que o implante desviou a bala com relativa segurança. O caso foi investigado, mas a polícia local não conseguiu determinar quem fez o disparo e que arma foi utilizada.

O caso ocorreu em 2018, e o estudo foi publicado em 2020.

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