Vereadora suspeita de chamar professoras de ‘prostitutas’ e ‘analfabetas’ pede desculpas e diz ser vítima

Postado em: 20-05-2022 às 18h10
Por: Rodrigo Melo
“Sei que não fui coerente e nem medi com a régua da prudência as minhas palavras, todavia sou humana”, descreve a vereadora | Foto: Reprodução

A vereadora Maria Aparecida da Silva (PDT), de Santa Terezinha de Goiás, suspeita de ofender professoras que pediram aumento de salário por meio de um áudio, afirmou que se trata de uma “falsa notícia” e disse ser “vítima de um crime”. Ela acrescenta ainda em nota, que a fala foi “tirada totalmente do contexto”, e se trata de um “ataque sórdido, maquiavélico, maldoso”.

A declaração foi reencaminhada em redes sociais e viralizou entre a população da cidade. No áudio ela disse que:

“Se essas prostitutas, analfabetas da educação falarem de mim, você se lembra daquele projeto há 5 anos que o Marcos mandou dando só 2% e eu mesma peguei o projeto e levei, e você falou: ‘Tita, você tem muita coragem coragem!’. Levei e ele chegou a 13%. Hoje foi o inverso, elas dizem que eu estou contra elas, mas não, toda vida eu estive do lado, protegendo”, declarou a parlamentar.

O projeto é a respeito do aumento salarial de professores da rede municipal. A vereadora teria gravado o áudio ao saber que professores reclamaram do índice de 10% aprovado pela Câmara, e que foi proposto pelo município.

Crime cibernético

Ainda em nota, a vereadora disse que não busca se inocentar. “Sei que não fui coerente e nem medi com a régua da prudência as minhas palavras, todavia sou humana”, descreve.

Ela ainda aponta que agendou um procedimento na delegacia contra crimes cibernéticos, pois, segundo ela, a divulgação da fala estava sob sigilo e que “a divulgação do conteúdo para terceiros depende do consentimento dos participantes ou de autorização judicial”.

Para ela, o vazamento do áudio se trata de um ataque político que tentou tirar e pediu desculpas, confessando ter feito um “desabafo inapropriado, usando umas palavras totalmente inadequadas.

Protesto

A categoria queria 33% de reajuste, como foi concedido pelo Governo Federal para o piso nacional do Magistério. O sindicato dos servidores públicos municipais de Santa Terezinha de Goiás publicou nota de repúdio às declarações da vereadora.

“Os profissionais estão trabalhando, se profissionalizando, se reinventando, usando os próprios recursos tecnológicos para garantir a qualidade dos serviços prestados”, diz a nota.

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