Vândalo que jogou torta em Monalisa é internado em ala psiquiátrica da polícia; relembre outros ataques à pintura

Postado em: 30-05-2022 às 17h34
Por: Ana Bárbara Quêtto
Pessoas que visitavam o Louvre no dia do crime divulgaram vídeos e imagens do quadro sujo. | Foto: Reprodução.

O homem que atacou o quadro da Monalisa no último domingo (29/5) está internado na ala psiquiátrica da sede da polícia, em Paris, França. Ele está sendo investigado por “danificar bens culturais”. No dia do crime, o vândalo, que encontrava-se em uma cadeira de rodas e usando uma peruca e boné, atirou uma torta contra o vidro protetor que conserva a pintura de Leonardo da Vinci.

Pessoas que visitavam o Louvre divulgaram vídeos e imagens do quadro sujo. A identidade dele não foi revelada, mas, em um dos vídeos ele aparece, antes de ser retirado do local por seguranças, fazendo proclamações sobre o planeta terra. “Pensem no planeta, nas pessoas que estão destruindo o planeta”, disse.

Veja:

Xícara de chá, 2009

Anterior ao desse ano, o caso de vandalismo mais recente havia sido registrado em 2009, quando a Monalisa foi atacada por um utensílio culinário, uma xícara de chá. Na data do crime, uma turista russa atirou o porcelanato contra o vidro, que na época não era a prova de balas, o danificando.

Logos após o ocorrido, os seguranças do Louvre prenderam a mulher, que foi levada a delegacia de Paris. Em seu depoimento, ela revela que a ação foi motivada depois de ter a cidadania francesa recusada.

Pichação, 1974

Em 1974, durante a exposição no Museu Nacional de Tóquio, a obra de arte foi atingida por uma tinta spray vermelha. Uma jovem espirrou a cor sobre o quadro em protesto à proibição, por parte do local de exposição, do acesso para pessoas com deficiência. Ela foi presa imediatamente e a pintura não foi danificada.

Ácido e pedra, 1956

Em 1956, a Monalisa sofreu dois ataques. No primeiro, um homem jogou ácido em cima da pintura enquanto ela estava sendo exposta em um museu em Montauban, na França. A parte de baixo da tela ficou severamente danificada e precisou ser restaurada.

No segundo ataque, um homem boliviano atirou uma pedra contra o quadro, que lascou o vidro e atingiu o cotovelo esquerdo da obra, que foi posteriormente pintado.

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