Miss mirim de Minas Gerais é alvo de ataques racistas nas redes sociais; “Tá mais para bruxa”

A Miss Minas Gerais Kids 2022, Duda de quatro anos, sofreu ataques racistas nas redes sociais. As mensagens de ódio foram expostas pela mãe da criança, Adriana Barbosa, no último domingo (10/7).

Postado em: 12-07-2022 às 16h04
Por: Ana Bárbara Quêtto
As mensagens de ódio foram expostas pela mãe da criança, Adriana Barbosa, no último domingo (10/7). | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Miss Minas Gerais Kids 2022, Duda de quatro anos, sofreu ataques racistas nas redes sociais. As mensagens de ódio foram expostas pela mãe da criança, Adriana Barbosa, no último domingo (10/7).

Adriana lamentou o caso e disse que “isso dói na alma”, em uma publicação no Instagram da miss mirim. “Isso não é cabelo de princesa, vamos ser sinceros. Tá mais para bruxa”, escreveu um internauta.

O perfil de Duda conta com mais de 25 mil seguidores e é um espaço onde a menina esbanja seu cabelo black power. “Ataques preconceituosos contra uma criança de 04 aninhos!! Realidade triste. Quero ver alguém falar que preconceito e mimi”, confessou. Veja:

Continua após a publicidade

A mãe contou, ao g1 Minas, que esta não foi a primeira vez que sua filha foi alvo de ataques racistas. Porém, desta vez, a família decidiu não prestar queixas.

“(…) Não vou conseguir proteger minha filha de todos os ataques que ela pode passar na vida dela, e eu não imaginava que viriam tão cedo”, ressaltou.

Leia também: Em ataques racistas, mulher chama família negra de “crioulos” e “raça impura” em metrô de BH; assista

O concurso

A mirim, de Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte, irá representar Minas Gerais no Miss Brasil Kids, em outubro deste ano. “Eu comecei a me questionar se valeria a pena ela continuar no mundo miss’, confessou.

“Veio o sentimento de impotência, tristeza. Fiquei pensando como um ser humano consegue ver a foto de uma criança e despertar sentimentos tão ruins”, revelou Adriana.

“Mas, ao mesmo tempo eu pensei: ‘Não é ela que é errada, eu não posso tirar o sonho dela por causa das outras pessoas’. Eu não posso fazer isso com a minha filha”, disse.

Leia também: “Tem que passar chapinha”: jovem denuncia ter sofrido racismo por parte de pastor evangélico de BH

Veja Também