Mulher acorda de coma após dois anos e acusa irmão de agredi-la; “deixada para morrer”

Wanda Palmer, de 51 anos, acordou de um coma, na Virgínia Ocidental nos Estados Unidos, algumas semanas atrás após dois anos internada e acusou seu irmão de seu agressor.

Postado em: 18-07-2022 às 16h21
Por: Ana Bárbara Quêtto
Wanda, embora consciente, não é capaz de manter conversas completas, devido às sequelas da agressão | Foto: Reprodução

Wanda Palmer, de 51 anos, acordou de um coma, na Virgínia Ocidental nos Estados Unidos, algumas semanas atrás após dois anos internada e acusou seu irmão de seu agressor.

A mulher alegou que seu irmão, Daniel Palmer III, teria a agredido e a colocado em coma, em sua residência na Virgínia Ocidental, em junho de 2020. Segundo a polícia do condado de Jackson, Palmer foi “atacada e deixada para morrer”.

Os oficiais, em um comunicado publicado pelo Departamento do Xerife do Condado de Jackson nas redes sociais, revelaram que encontraram a vítima no sofá. Ela aparentava ter ferimentos graves causados, ​​pelo que parecia ser, um machado ou facão.

Continua após a publicidade

“Depois de 2 anos de hospitalização e em coma resultante de ser atacado, hackeado e deixado para morrer, a mulher agora está acordada para ver seu agressor sob custódia – seu irmão, Daniel Palmer”, escreveu o perfil do condado de Jackson no Facebook.

A polícia acreditava que Wanda estaria morta, mas foi possível achar um pulso superficial e fraco na mulher. Em entrevista à CNN, o xerife Ross Mellinger afirmou que, até hoje, os agentes nunca recuperaram a arma do crime.

Leia também: Mulher acusada de planejar morte de marido é condenada a 22 anos de prisão, em São Simão

O culpado

Apesar de não haver registros telefônicos, imagens, ou testemunhas oculares fora da casa de Palmer, uma pessoa relatou ter visto Daniel na varanda da casa de sua irmã, pouco antes da meia noite do dia anterior à descoberta do corpo.

A polícia nunca conseguiu apresentar queixa formal contra alguém. No entanto, há algumas semanas Mellinger recebeu uma ligação dizendo que a mulher estava apta para falar com as autoridades.

Mesmo sendo capaz de responder apenas perguntas de ‘sim’ e ‘não’, seu testemunho foi o suficiente para a polícia prender Daniel, disse Mellinger à CNN. Assim, o irmão, de 55 anos, foi preso e acusado por tentativa de homicídio e ferimento malicioso na última sexta-feira (15/7).

Ainda não está claro se Daniel se declarou como culpado ou inocente à Justiça. Ele também foi indiciado com uma fiança de US$ 500.000, de acordo com o xerife do condado.

Wanda, embora consciente, não é capaz de manter conversas completas, devido às sequelas da agressão.

Leia também: PM mata homem negro com 3 tiros em Contagem (MG)

Veja Também