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Cidades
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11/10/2017 | 06h00
Polícia vai usar tecnologia para identificar criminosos
Programa Harpia é capaz de identificar até cirurgias plásticas. Sistema deve auxiliar a Polícia, dando mais eficiência às investigações, e combate de falsificação de documentos

Wilton Morais*


O Instituto de Identificação do Estado de Goiás lançou ontem (10), um programa que auxiliará a Polícia Civil no reconhecimento facial. O programa deve permitir a identificação de suspeitos e vítimas de crimes, além de coibir a fraude em documentos. Chamado de Harpia, o programa também possibilita a realização de comparação com retratos falados. A tecnologia também possibilita identificar as pessoas que realizaram, por exemplo, cirurgia plástica para mudar a fisionomia. 

Para o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), Gilberto Marques, o programa é essencial. “Sem dúvidas, é um sistema que vai auxiliar muito no combate e na solução de crimes”, disse.

O Harpia foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), e até o seu lançamento, já foram cadastradas 50 mil fotos. As imagens são usadas para comparar uma imagem feita na hora com as já inseridas no banco de dados. Dessa maneira, o programa apresenta registros que se assemelham ao rosto pesquisado. 

De acordo com Jones José, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, o programa ainda não é capaz de apontar com total de precisão o suspeito. Porém, ajuda na redução do número de suspeitos listados em uma investigação. “Essa ferramenta dá um direcionamento maior à polícia, por exemplo”, disse, Jones José.


Auxilio

Segundo o Instituto, o Harpia auxiliará o programa de digitalização de impressões digitais, que vem sendo desenvolvido há um ano. Esses programas são usados no combate à falsificação de documentos na identificação de vítimas de crimes e os autores.

Em apenas um ano, foram identificadas 2,8 mil tentativas de fraudes. Com o novo modelo de identificação, esse tipo de crime receberá uma investigação mais eficiente.

Á exemplo, o Harpia identifica em um dos casos apresentados, um homem preso que apresentou um documento falso. Porém, ao fazer a comparação facial, foi identificada a foto da real identidade do suspeito. Dessa maneira a Polícia poderá descobrir o verdadeiro nome e realizar a autuação.

Já cadastrado no sistema, o desenvolvedor do programa solicitou colaboração do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, Gilberto Marques, como exemplo da eficiência do programa. Após retirar uma foto de Gilberto durante a apresentação, o sistema comparou com outras imagens do presidente, já cadastradas no sistema. Logo, o software conseguiu reconhecer e mostrar as imagens comparativas do presidente de maneira precisa.

Já o programa de digitalização, em um dos casos no qual um homem que alegava ter necessidades especiais tentou tirar a segunda via de documentos. A comparação digital descobriu que o homem possuía cinco identidades diferentes. O homem já tinha aberto 16 empresas, descobertas com o sistema. 

O avanço nesse tipo de tecnologia também permitiu que na segunda-feira (9), um corpo em avançado estado de decomposição achado em março de 2015, fosse identificado. A identificação só foi possível após a comparação no programa de digital, com o documento de identidade e o corpo da vítima. 

Wilton Morais é integrante do programa de estágio do Jornal O Hoje, sob orientação do editor de cidades, Rhudy Crysthian

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