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Cidades

Goiás tem menos analfabetos, aponta IBGE

Postado em: 17-06-2019 às 06h00
Levantamento aponta queda de quase 10% no número de analfabetos no Estado

Isabela Martins 

Segundo dados do Instituo Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a taxa de analfabetos em Goiás entre os jovens de 15 anos ou mais é de aproximadamente 6,2%, ou seja, 350 mil pessoas. Segundo a Gerente de Educação de Jovens e Adultos (EJA), professora Vanuse Batista Pires, houve uma redução de quase 10% com relação aos dados de 2012, quando começaram a ser divulgados os estudos do Instituto sobre o assunto.

Programas como a Educação de Jovens e Adultos (EJA) são uma modalidade de ensino que incluí os níveis de educação básica destinada às pessoas que não tiveram acesso a escola na idade convencional. 

De acordo com a gerente, na primeira etapa o ensino é ofertado em 66 escolas, onde são atendidos quase 2 mil estudantes. “O EJA de primeira etapa recebe estudantes de idades e níveis diferentes. Em muitos casos, recebemos estudantes completamente analfabetos, mas isso não quer dizer que sejam turmas específicas para a alfabetização, são turmas de primeira, que equivalem a primeira etapa do ensino fundamental”. Conforme explicou, são turmas onde são atendidas, casos de pessoas que entram analfabetas e que conseguem evoluir ao longo do curso.

O auxiliar de serviços gerais, Abdalio de Santana, conta que cursou até a 3ª série do ensino fundamental.  “Eu tive que parar devido à necessidade de trabalhar desde cedo. Depois não tive mais vontade de voltar, apesar de saber que era necessário”. Ele conta que as dificuldades são sentidas no cotidiano. “Como eu trabalho com entrega, as vezes me passam nota promissórias, e eu fico com aquele medo de estarem me passando para trás. Me arrependo de não ter continuado com os estudos por questões de diferença social e financeira de quem estudou. Se eu tivesse ido atrás poderia estar em um emprego e em um cargo melhor”.

Causas 

Como explicou a gerente de educação, as causas do analfabetismo são diversas. Com base em dados do Instituto Mauro Borges,em Goiás existem 10 municípios que possuem maior índice de carência de ensino básico. “Nós temos regiões do Estado com aspectos muito distintos, municípios que foram definidos como os com maior índice de carência familiar, por exemplo, que têm características muito diferentes. Existe um índice alto de analfabetismo dessa questão de trabalho, dessas unidades de indulto que tiram as pessoas da escola mesmo. Então depende muito essas causas, variam muito, dependem muito da região e das características”.

 Projeto de alfabetização pode mudar números 

De acordo com a Gerente de Educação de Jovens e Adultos (EJA), professora Vanuse Batista Pires, o Estado se prepara para desenvolver um projeto de alfabetização e parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a partir do segundo semestre deste ano. O projeto piloto será aplicado nos 10 municípios que aparecem com os piores índices de carência de ensino básico. “Esse projeto está sendo em parceria com a Unesco que tem toda uma experiência com projetos voltados pra questão de valorização e integração do ser humano. Ele tem o intuito de reduzir as desigualdades e vai ser desenvolvido em parceria com as Secretarias Municipais de Educação”.

Conforme explica, o diferencial está na forma como o projeto vai ser aplicado, onde os materiais são construídos a partir de temáticas relacionadas a realidade e especificidade de cada munícipio. “Outra coisa é a flexibilização tanto do local como do horário. Se tem um grupo lá em Cavalcante no assentamento eles não conseguem chegar até a escola, então vamos organizar uma sala de aula que fique próxima a eles e que facilite o acesso. Vamos partir do ponto da sensibilização, pra que eles sintam a importância pra que eles queiram participar do projeto”, explica. (Isabela Marins é estagiária do Jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Crysthian)  

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