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Cidades

Goiás pode registrar mais de 18 mil óbitos em setembro se mantiver isolamento como está

Postado em: 29-06-2020 às 09h00
Em reunião com governador na manhã desta segunda, especialista apresenta estudo dos índices do Estado e sugere alternância entre lockdown e flexibilzação| Foto: Divulgação

Eduardo Marques

Um novo estudo da Universidade Federal de Goiás (UFG) estima um colapso hospitalar em julho e 18 mil mortes por Covid-19 até setembro, em Goiás. Os números são baseados caso o isolamento social continue como está atualmente, 36,89%. O estudo foi divulgado na manhã desta segunda-feira (29) em live com governador Ronaldo Caiado (DEM).

A pesquisa aponta que, caso o nível de isolamento social não aumente, será necessário 2 mil leitos no mesmo dia e ao mesmo tempo até o final de julho, levando a um colapso hospitalar. O secretário de saúde Ismael Alexandrino alertou que, nem nos maiores esforços, a criação desta quantidade de leitos seria possível.

Conforme último boletim epidemiológico, o Estado tinha, até este domingo (28), 22.012 casos confirmados e 435 mortes. Na live desta manhã Ismael Alexandrino lamentou mais nove mortes na noite de domingo para segunda-feira só no Hospital de Campanha de Goiânia.

Como solução para reverter essa quantidade de mortes, a UFG apresentou inicialmente uma proposta de quarentena intermitente por três meses que salvaria em média 13,5 mil vidas.

Visto que esta medida não seria aceita pela população e prejudicaria drasticamente a economia, a universidade propôs uma outra estratégia chamada 14 por 14, ou seja, o comércio ficaria fechado 14 dias diretos e, posteriormente 14 dias em funcionamento, até setembro. A UFG estima que esta estratégia salvaria, em média, 9 mil vidas até setembro. 

Em outro trecho da apresentação o especialista lembrou que atualmente a capital conta com 300 pessoas em UTIs e 600 pessoas internadas. “Essa demanda deve praticamente duplicar nos próximos 15 dias. Precisaremos do dobro de leitos, assumindo que não conseguiríamos hospitalizar o dobro de pessoas e teríamos um colapso hospitalar entre 8 e 15 de julho”, disse o professor Thiago Rangel.

Para ele, Goiás precisará de “pulso firme” se quiser, de fato, conter o avanço da doença no Estado. Ele disse que, apesar de amargo, a diferença entre a abertura e o fechamento total de todas as atividades – lockdown – pode representar uma diferença de 13 mil mortes. “É como se o município de São João da Aliança inteiro perdesse a vida”, pontua.


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