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Política

Caiado condena pronunciamento de Bolsonaro e fala em acionar o STF

Postado em: 25-03-2020 às 11h25
Governador disse que o presidente está “lavando as mãos” ao relativizar a Pandemia do novo Coronavírus - Foto: Reprodução

Igor Afonso

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), criticou duramente o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, realizado nesta terça-feira (24), em rede nacional. Bolsonaro criticou as gestões dos governadores brasileiros para enfrentar a Pandemia do Coronavírus e voltou a citar a doença como “gripezinha”. 

Ronaldo Caiado disse que a fala do presidente foi desrespeitosa com a nação e também com os seus aliados. “O estadista tem que ter a coragem de assumir o momento em que passa”, declarou. 

Anteriormente, Caiado há havia se posicionado contrário às investidas do presidente Jair Bolsonaro. Ele chegou a interromper ato anti-Congresso, avalizado por Bolsonaro, no dia 15 de março. Na ocasião, reiterou aos manifestantes que era aliado do presidente, mas que a doença pedia responsabilidade com a saúde pública. 

Hoje, no Palácio das Esmeraldas, em resposta ao pronunciamento de Bolsonaro, sobre interromper o isolamento social, o governador disse que está amparado pela Constituição Federal e que toma as decisões ao lado do povo goiano e também dos poderes constituídos no Estado. 

Em tom firme, disse que se for preciso, recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a correta gestão da crise causada pela Pandemia do Coronavírus.

Ronaldo Caiado também reconheceu a ajuda dos empresários goianos, já que o impacto econômica é citado por Bolsonaro como um problema grave. “A maioria dos empresários têm nos ajudado. Meus agradecimentos à todos eles”, registrou o governador. Ele destacou que são poucos os empresários que focam na ganância empresarial neste momento de crise. 

Quando perguntado sobre a autonomia de Goiás em relação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, Caiado afirma que é um governador aliado, mas que o presidente deve respeitá-lo como governador e como médico, além de explicar que conversou “longamente com a sua consciência” e não outros governadores quanto a suas decisões de paralisação de serviços em Goiás. 

O governador voltou a criticar a fala de Bolsonaro que declarou que o grupo de risco é composto somente por idosos e que jovens devem voltar ao trabalho. “Você acha que essa postura é de um governante?”, indagou. 

Em entrevista no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, Jair Bolsonaro criticou as ações dos governadores por, segundo ele, prejudicar a economia. “O que precisa ser feito? Botar esse povo para trabalhar, preservar os idosos, preservar aqueles que têm problema de saúde. Mais nada além disso.”, disse. 

Bolsonaro também declarou que "alguns poucos governadores e prefeitos" estão cometendo "um crime", "arrebentando com o Brasil e destruindo empregos". 

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