quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Cessar-fogo

100 facções aceitam cessar-fogo na Síria

Aviação russa bombardeou redutos rebeldes na Síria com maior intensidade que o habitual horas antes a rendição dos rebeldes

Redação O Hojepor em
100 facções aceitam cessar-fogo na Síria
Aviação russa bombardeou redutos rebeldes na Síria com maior intensidade que o habitual horas antes a rendição dos rebeldes

Cerca de 100 facções rebeldes concordaram em respeitar o acordo Rússia-Estados Unidos de cessar-fogo na Síria, anunciou ontem o Alto Comitê das Negociações, que integra os principais grupos de oposição e rebelião, a algumas horas da entrada em vigor da trégua.

“As facções do Exército Sírio Livre e da oposição armada estão de acordo em respeitar a trégua que durará duas semanas”, informou o comitê em comunicado enviado à agência France Presse, citando “97 facções rebeldes”. Acrescentou que uma comissão militar, presidida pelo coordenador-geral Riad Hijab, foi formada para o acompanhamento e a coordenação do cumprimento da trégua.

Na nota, o comitê destaca o seu envolvimento em um acordo político, garantindo o processo de transição na Síria, com um organismo formado pelo conjunto dos poderes executivos e no qual não há lugar para o presidente sírio, Bashar Al Assad. O cessar-fogo entre o regime de Assad e os rebeldes deve começar às 22h de ontem.

Bombardeio

Ontem, horas antes do cessar-fogo acertado para o país, a aviação russa bombardeou redutos rebeldes na Síria, revelou o Observatório Sírio dos Direiros Humanos (OSDH). Segundo a organização não governamental (ONG), “os bombardeios russos, mais intensos do que o habitual, sobre redutos rebeldes” ocorreram durante a noite e prolongaram-se até o início da manhã de hoje.

Os alvos foram Ghouta oriental, a leste de Damasco, o norte da província de Homs (no centro) e o oeste da província de Aleppo, no Norte, informou à agência France Presse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

Os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo de cessar-fogo na Síria a partir da 0h de hoje. O fim das hostilidades – que há cinco anos deixaram milhares de mortos e milhões de refugiados – não abrange no entanto o grupo jihadista Estado Islâmico e a Frente Al Nursa, o ramo da Al Qaeda na Síria. (Agência Brasil)

 

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