Putin ordena continuidade de ataques em larga escala contra a Ucrânia
Putin defende novos ataques contra instalações de defesa e logística ucranianas
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu nesta sexta-feira (16) a continuidade de ataques em larga escala contra instalações da indústria de defesa e centros logísticos da Ucrânia. A declaração ocorreu durante uma visita a um posto de comando auxiliar da Força Conjunta russa.
Putin orientou os comandantes militares a manterem as operações de acordo com os objetivos definidos pelo governo russo. Segundo ele, as forças devem continuar os ataques contra estruturas que Moscou considera estratégicas para a atuação militar ucraniana.
“É necessário continuar os ataques maciços e em grupo contra instalações de defesa e centros logísticos inimigos”, afirmou o presidente russo.
A declaração foi feita após uma sequência de bombardeios russos atingir cidades e instalações energéticas ucranianas. Ao mesmo tempo, os governos dos dois países trocaram acusações sobre as ofensivas e os alvos atingidos durante o conflito.

Ataques deixam centenas de milhares sem energia
Na quarta-feira (14), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia lançou mais de 120 drones e 39 mísseis balísticos contra o país. Segundo ele, os ataques atingiram áreas como Kiev e Kharkiv.
Zelensky também informou que mais de 600 mil pessoas ficaram sem eletricidade. Além disso, as ofensivas provocaram danos a estruturas dos setores de petróleo, gás e energia.
O presidente ucraniano declarou que os bombardeios contrariaram uma trégua energética anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no fim de semana anterior. Entretanto, Rússia e Ucrânia não haviam confirmado publicamente um acordo bilateral para suspender os ataques contra instalações desse setor.
A infraestrutura energética tem sido um dos alvos das operações militares. Por isso, os danos às instalações e as interrupções no fornecimento de eletricidade ampliam os impactos do conflito sobre a população ucraniana.
Putin atribui ofensivas a ações da Ucrânia
Na quinta-feira (15), Putin afirmou que o governo ucraniano deveria ter considerado as consequências antes de atacar mercados e outras instalações em território russo. O presidente apresentou as ofensivas de Moscou como uma resposta às ações de Kiev.
“Eles deram o primeiro passo. Nós começamos a responder”, declarou Putin.

O líder russo também acusou as autoridades ucranianas de recorrerem aos países aliados para pressionar Moscou quando enfrentam ataques contra suas próprias infraestruturas.
Segundo Putin, Kiev passou a questionar as ofensivas russas contra instalações de energia, centros de dados e outros alvos depois que a Rússia intensificou as operações que classifica como retaliação.
As declarações refletem as versões apresentadas pelos dois governos sobre a condução da guerra. Enquanto Moscou afirma responder a ações ucranianas, Kiev denuncia os danos provocados pelos ataques russos e pede apoio internacional para fortalecer suas defesas.
Trump pressiona por negociações
A intensificação das ofensivas ocorre em meio às divergências entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky sobre os caminhos para encerrar a guerra.
Nos últimos dias, o presidente norte-americano pressionou a Ucrânia a negociar com a Rússia. Trump também defendeu a substituição de Zelensky por um líder que, na avaliação dele, consiga chegar a um acordo com Moscou.
“Sugiro que eles encontrem um novo líder que consiga fechar acordos”, afirmou Trump.
As declarações acrescentam pressão diplomática sobre o governo ucraniano enquanto as operações militares continuam. Ao defender a manutenção dos ataques, Putin sinaliza que as forças russas devem seguir atuando contra instalações de defesa e logística da Ucrânia.
Até o momento descrito pelas informações fornecidas, não havia confirmação pública de um acordo bilateral entre Rússia e Ucrânia para interromper os ataques à infraestrutura energética.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.