sábado, 12 de setembro de 2026
Controle

Prefeitura extingue cartões corporativos para gastos emergenciais

Paço vai realizar dispensas de licitação para as aquisições.

Samuel Straiotopor em
Prefeitura extingue cartões corporativos para gastos emergenciais
Paço vai realizar dispensas de licitação para as aquisições. | Foto: Reprodução

A Prefeitura de Goiânia anunciou nesta sexta-feira (6) a extinção corporativo na administração municipal. A intenção, segundo o Executivo, é garantir maior organização, controle e transparência das despesas públicas. Segundo o secretário de Governo, Arthur Bernardes, os gastos emergenciais serão substituídos por dispensas de licitações para aquisições. Um decreto foi publicado oficializando a decisão, os cartões terão validade por mais 15 dias, período de compreensão e adaptação das novas medidas por parte dos servidores. De acordo com informações do Portal da Transparência da Prefeitura de Goiânia foram gastos R$ 458 mil com cartão corporativo de janeiro a julho de 2021.

O cartão corporativo era utilizado para gastos emergenciais tais como: compras, prestação de serviços e viagens (passagens e locomoção). A justificativa para extinguir esta modalidade é pelo fato de boa parte das despesas terem condições de serem planejadas e firmadas por meio de contratos de licitação. Haverá a necessidade de uma apresentação de três propostas e a escolha da mais barata. “Dentro da dispensa terá parecer jurídico, precisa anexar três propostas. A empresa precisa ter regularidade fiscal, apresentar certidões, a fim de ser contratada pelo serviço público”, disse o secretário.

Atualmente há 76 cartões, sendo 58 ativos. O limite com despesas emergenciais é de R$ 30 mil a R$ 120 mil por ano. O secretário citou, por exemplo, a questão de passagens, e que seria conveniente ao invés do uso de cartão corporativo a contratação, por licitação de uma agência e fazer um planejamento a longo prazo. “Hoje temos dois processos emergenciais: a dispensa de licitação e o cartão corporativo, estamos extinguindo o cartão corporativo e mantendo a dispensa de licitação. Estamos orientando os secretários, estamos fazendo um manual a fim de orientar quanto a instrução processual, visando maior transparência dos gastos públicos”, afirmou Bernardes.

A Prefeitura vai extinguir realizar dispensas de licitação para as aquisições. “Hoje o cartão corporativo, o servidor compra e depois justifica isso. As vezes demora para subir para o Portal da Transparência, pelo processo de licença de licitação também prevê outras possibilidades. Primeiro o ordenador de despesa justifica o gasto dele e depois o recurso é liberado, se necessário”, disse Arthur. O decreto prevê um prazo de 15 para a Procuradoria, a Controladoria e fazer um mapa e orientar como fazer a instrução processual visando maior transparência aos gastos públicos, de acordo com o secretário Arthur Bernardes. 

Ele relatou que no ato de dispensa, será preciso solicitar despesa previamente, mas que o intuito é de tratar gastos rotineiros como emergenciais. Além disso, as empresas contratadas precisarão ter certidões negativas. “Precisamos saber se as empresas estão regulares ou não. Infelizmente, hoje o cartão corporativo não é utilizado somente para despesas emergenciais, mesmo que devesse ser. No Brasil inteiro todo mundo utiliza a dispensa, as secretarias não têm cartão corporativo Brasil afora, aqui também não tem necessidade”, justifica. 

Segundo a Prefeitura de Goiânia, as diárias disponibilizadas ao prefeito e ao vice-prefeito não possuem um limite definido. Já para os secretários e chefes de gabinete, consistem, por dia, em R$ 200 para alimentação e R$ 500 para hospedagem. Já aos diretores e superintendentes, esse valor reduz para R$ 150 a alimentação e R$ 350 a hospedagem. Demais servidores podem receber até R$ 100 para alimentação e R$ 250 para hospedagem. Arthur Bernardes reconhece a falta de planejamento e maior necessidade de organização.“Passagem aérea, diária, isso tudo é possível prever e fazer contrato com agências de viagem, alimentação. Não é preciso colocar tudo em cartão corporativo”, ressaltou.  

Samuel Straioto (Especial Para O Hoje)

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