terça-feira, 19 de maio de 2026
Psicultura

Com produção de 2.5 ton/ano, Minaçu se destaca na piscicultura nacional

Aumento do custo da produção preocupa produtores

Maiara Dal Boscopor Maiara Dal Bosco em 30 de outubro de 2021
Aumento do custo da produção preocupa produtores | Foto: Reprodução
Aumento do custo da produção preocupa produtores | Foto: Reprodução

A produção de peixes em Minaçu, Norte do Estado, além de auxiliar na economia do município vem caminhando para ocupar um lugar de destaque em Goiás e no Brasil. De acordo com a Associação dos Piscicultores do Parque Aquícola Conquista (AAQUIPAC), Minaçu produz, hoje, algo em torno de 2.500 toneladas de peixes por ano, com cerca de 200 licenças ambientais, incluindo tanques escavados e em tanques redes no lago, com cerca de 40 aquicultores produzindo.

De acordo com Adilson Cascão, presidente da AAQUIPAC e membro da Cooperativa Aquícola de Cana Brava, com a implantação de novas licenças e ampliação da produção existente, a expectativa para 2022 é positiva. “Para o ano que vem deveremos triplicar a produção. Tem um grupo de empresários instalando suas atividades aquícolas em breve, onde inclui produção de peixes e a instalação de um frigorífico de grande porte”, destaca.

Ele pontua que o município vende a produção para diversos cidades fora do Estado, entre elas Belém, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte. “Estamos começando a ser reconhecidos no mercado geral, e com a oferta de novos compradores acreditamos que o frigorífico venha comprar com preço menor, porque não vai ter frete. Na Cooperativa, estamos estruturando a montagem do abatedouro, para que possamos comercializar o peixe sem ser in natura, em mercados, restaurantes e peixarias”, afirma. 

Mesmo em um cenário positivo, Adilson Cascão chama a atenção para o aumento dos custos de produção. “A ração mesmo subiu muito, quase dobrou o preço, enquanto os frigoríficos seguem pagando o mesmo valor do ano passado. Para se ter uma ideia, 25kg de ração no ano passado custava cerca de R$ 55. Hoje, já é R$ 110”, enfatiza.

Parceria

Na última semana, o Governo de Goiás divulgou que parceria entre o Estado e iniciativa privada vai levar investimento de R$ 30 milhões para implementar criadouro de peixe de larga escala e frigorífico, em Minaçu. A expectativa é que a produção chegue até três milhões de toneladas de tilápia, por ano, até 2024, e com geração de 185 novos empregos, sendo 155 diretos e 30 indiretos.

As atividades de piscicultura começam ainda neste mês de outubro e devem ter a primeira comercialização no primeiro semestre de 2022. O processo de implementação terá duas etapas e a empresa deve estar em plena produção até 2024. A primeira etapa, já iniciada, prevê investimento de R$ 5 milhões com produção inicial de mil toneladas, por ano, e criação de 35 empregos diretos. Já a segunda etapa, que deve ser concluída em três anos, conta com mais R$ 25 milhões para instalação do frigorífico e tem previsão de triplicar a produção inicial, além de gerar outros 120 empregos diretos e 30 indiretos.

A empresa que se instala no Norte goiano é proveniente de Rondônia. Ela decidiu fechar suas instalações na região Norte do Brasil e criar uma empresa 100% goiana, aproveitando toda a expertise adquirida durante os 12 anos no mercado e os incentivos de Goiás.

Minaçu também faz parte dos 64 municípios com maior carência e necessidade de desenvolvimento econômico que são preferenciais para a aprovação de investimentos e destinação de incentivos fiscais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e o ProGoiás, que também devem atender o projeto.

Exportação

A ampla previsão de produção do pescado abre possibilidades para a exportação. Os produtos goianos com mais vendas internacionais são as carnes, correspondendo a 30,12% do exportado pelo Estado, em setembro, com destaque para as carnes bovinas, de aves e suínas. O projeto deve ampliar a venda internacional de peixe e mostrar mais uma vocação do mercado internacional goiano. (Especial para O Hoje)

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