quinta-feira, 2 de julho de 2026
Pobreza Menstrual

Campanha: cerca de 3.626 unidades de absorventes são arrecadados e distribuídos em Goiânia

Além de ser destinado a estudantes, o material também será entregue a refugiadas que vivem em Goiânia.

Victoria Lacerdapor Victoria Lacerda em 11 de novembro de 2021
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Falar de menstruação ainda é um tabu na nossa sociedade. A maioria das mulheres tem vergonha de discutir sobre um processo natural, porém ao longo do mês de outubro, foram arrecadadas 3.626 unidades de absorvente e 2.597,82 reais pela campanha de combate à pobreza menstrual, desenvolvida pela Ouvidoria da Mulher da Câmara Municipal, o mandato da vereadora Aava Santiago (PSDB) e a entidade sem fins lucrativos Girl Up GO, que atua em favor da igualdade de gênero. O dinheiro também será usado na compra desses insumos. Ainda foram arrecadados 38 absorventes de pano reutilizáveis. 

A arrecadação de absorventes faz parte de uma política permanente de enfrentamento da pobreza menstrual, que resultou em projeto de lei, em tramitação na Câmara, para instituir o Programa Municipal de Promoção da Dignidade Menstrual. A intenção é conscientizar o poder público e a sociedade para assegurar especialmente a jovens de baixa renda o acesso a insumos necessários ao período menstrual, a partir de parcerias com governos, empresas e instituições. A higiene menstrual é um direito humano reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2014, mas está longe de ser uma realidade.

Na ocasião, professores e alunos decidiram mobilizar a comunidade local para doar mais absorventes e contribuir com outras meninas, que enfrentam dificuldades de acesso a insumos para controlar o fluxo menstrual. A Ouvidoria da Mulher deixou uma caixa para arrecadação e panfletos com orientações sobre o tema.

Aava fez uma palestra a respeito do combate à pobreza menstrual e afirmou: “Abordamos a importância da escola pública na formação política para que as mulheres possam transformar cenários e assegurar conquistas como a dignidade menstrual. A falta de acesso a absorventes traduz a opressão de um sistema de poder que elas precisam ocupar para mudar”. 

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