Alta dos preços: crise faz consumidor mirar em itens básicos durante Black Friday
Data deverá ser marcada pela compra de itens de primeira necessidade, como alimentos
Por Alzenar Abreu
Saem as redes de eletroeletrônicos, entram os supermercados. Diante da crise financeira, especialistas avaliam que a Black Friday de 2021 deverá ser marcada pela compra de itens de primeira necessidade, como alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal. Alimentos de mercearia, bebidas, frutas desidratadas e até alimentos de primeira necessidade estão na mira dos descontos da Black Friday nos supermercados.
A situação é diferente do que ocorreu em anos anteriores, quando os consumidores aproveitaram a data para comprar itens mais caros, especialmente os importados, como celulares e eletrônicos em geral.
Para Thiago Pereira e Silva, gerente de uma loja de rede de atacarejos de Goiás, a expectativa é de vender até 25% a mais esse ano, nessa época. Ele diz que o segmento não teve perdas significativas durante a pandemia porque as pessoas consumiam muito em casa porque não havia disponibilidade de sair para frequentar restaurantes, bares, boates e ambientes de festas com aglomeração.
Thiago diz que este ano devem ser comercializados 30% a mais em itens como as frutas secas e castanhas já no Black Friday. “Já organizamos descontos especiais porque fizemos estimativa de procura. Este ano, com a liberação dos estabelecimentos, as vendas para atacado vão aumentar e no varejo também. Porque no Natal e no Ano Novo a grande maioria se reúne com a família para confraternizar”, diz.
Ofertas
Itens de bazar, kits de xampu, perfumaria e bebidas diversas e cervejas terão preços especiais com descontos já programados. “Esperamos vender bastante porque o público já adquire com a intenção de fazer a reserva para o fim do ano”, completa ao dizer que já estão em preparo as cartelas especiais para a ‘Black Festa’ que vai trazer uma boa movimentação para o comércio goiano. “A decoração já foi encomendada, mas o cliente quer mesmo é o preço bom na gôndola”, brinca Thiago.
Os supermercados que vendem uma pequena parcela de eletroeletrônicos também pretendem oferecer bons descontos e aproveitar para queimar estoques em produtos como copos, talheres, panelas, baixelas e itens para suprir a mesa com todos os produtos para preparar as ceias.
As redes de mercado brasileiras desenvolvem a ação desde que a Black Friday chegou ao território nacional. A promoção nasceu nos Estados Unidos e é realizada um dia após o feriado americano de Ação de Graças. A data inaugura a temporada de compras natalinas. No Brasil, o evento chegou em 2010.
Outra grande rede de supermercados entrevistada pelo O Hoje garante bons descontos nas seções mais desejadas, como bazar, carnes, eletro, mercearia e bebidas. Os descontos são personalizados de acordo com o hábito de compra. O que possibilita economia nos produtos realmente relevantes para cada cliente.
Mas quem quer encher o carrinho deve ficar atento porque algumas redes de supermercados e atacarejos pedem que o cliente se cadastrar primeiro em um aplicativo, para ter direito aos descontos.
Para fazer boas compras é preciso se adiantar e pesquisar em sites. Isso porque alguns mercados já estão com descontos na ‘Pré-Black Friday’ que chegam a 50% em itens como churrasqueiras e carnes.
Especialistas em consumo dizem que para aproveitar ao máximo os bons preços é necessário ter calma e planejamento. Isso para não cair nas armadilhas do marketing e acabar gastando além da conta.
Quem compra precisa estar atento porque a Black Friday é um período com muito apelo de marketing e de publicidade que pode levar o consumidor a gastar sem necessidade. (Especial para O Hoje)
40% dos consumidores estão animados para comprar
Além de alimentos, o público também busca pela categoria Casa e Construção, assim como Eletroeletrônicos. Marcada para 26 de novembro, a Black Friday no Brasil promete descontos muito melhores do que durante outras épocas do ano.
Para 2021, o varejo deve movimentar R$ 110 bilhões, de acordo com um estudo da E-bit/Nielsen. Porém, é fundamental compreender as tendências de consumo e a intenção do que eles querem mesmo levar.
De acordo com a pesquisa realizada pela Navegg, plataforma conectada ao grupo Dentsu, a Black Friday deve ser liderada pelas compras de Natal, com 40% das intenções de compra, na região Centro-Oeste do Brasil.
Outra categoria que está em ascensão de consumo são os produtos de casa e decoração. Afinal, receber as pessoas em casa vai ser o momento mais desejado nesse final de ano. Os itens mais buscados são utensílios de cozinha, cama, mesa e banho, revestimentos como pisos e azulejos e materiais hidráulicos.
Já em terceiro lugar verifica-se interesse por eletroeletrônicos como TVs, computadores, churrasqueiras e ventiladores. O estudo foi baseado em quesitos como personalidade, experiências pessoais, região em que nascem, idade, famílias, poder aquisitivo e fatores que influenciam na maneira como os consumidores escolhem, compram e consomem. (Navegg)
Dicas para gastar menos
– Pesquise em casa antes de correr para o mercado. Para aproveitar ofertas reais, é preciso acompanhar o comportamento dos preços nas semanas que antecedem a Black Friday
– Encher o carrinho virtual. Com o preço dos combustíveis que se mantém em alta, fazer a compra do supermercado pela internet pode ser uma chance imperdível de economizar
– Cuidado com os gastos pessoais. Black Friday não pode ser desculpa para entrar estourar o cartão de crédito nem usar o cheque especial para estocar alimentos
– De olho na validade. É uma prática os supermercados colocarem em promoção os produtos que estão próximos da validade
– Compras em atacarejos. A compra de alimentos nesse segmento já foi absorvida no comportamento em relação às compras do brasileiro
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