Polêmica

Clube de tiro em Jataí deve interromper atividades com crianças, diz MPGO

Local argumentou que o curso de tiro esportivo e manuseio de airsoft não se confunde com arma de fogo ou simulacro

Ana Júlia da Cruz Costapor Ana Júlia da Cruz Costa em 14 de abril de 2023
Local argumentou que o curso de tiro esportivo e manuseio de airsoft não se confunde com arma de fogo ou simulacro | Foto: Reprodução
Local argumentou que o curso de tiro esportivo e manuseio de airsoft não se confunde com arma de fogo ou simulacro | Foto: Reprodução

O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou que um clube de tiro em Jataí suspendesse suas atividades com crianças. A determinação aconteceu na última quinta-feira (13), após o lugar virar notícia na imprensa nacional ao ministrar um curso de tiro esportivo e manuseio de arma airsoft (arma de pressão) para menores de idade. O clube deve usar as redes sociais para comunicar o cancelamento do projeto que se chama “Hunter Atirador Mirim”.

Conforme o documento, o estabelecimento não pode realizar nenhuma outra atividade que envolva tiro esportivo com o público infantil e adolescentes menores de 14 anos. Para o MPGO, com o recente cenário de ataques em escolas de todo Brasil, é preocupante crianças estarem aprendendo a manusear armas de fogo ou simulacro.

Caso o clube descumpra a recomendação, poderá sofrer com responsabilização cível e criminal, além de sanção disciplinar. O Ministério Público reiterou que o curso de tiro para menores de idade em Jataí acontece em contrariedade ao princípio da proteção integral aos direitos das crianças e dos adolescentes. O órgão ressaltou que o curso pode prejudicar a integridade psíquica das crianças.

Defesa

O clube argumentou que a intenção é ensinar o manuseio do airsoft “sobretudo para demonstrar que mesmo a arma de brinquedo tem as suas regras de utilização”. A empresa disse que repudia veementemente toda e qualquer prática irregular de tiro esportivo no local e que não comunga “com qualquer ato de ódio ou violência de qualquer natureza”.

Além disso, o estabelecimento explicou que cumpre todas as normas jurídicas e que não permite o exercício de tiro esportivo por pessoas inabilitadas em suas dependências. No entanto, o clube de tiro também esclarece que, no dia 1º de abril, “foi realizado um evento recreativo para crianças e adolescentes, onde os pais dos menores fizeram as respectivas inscrições de seus filhos, bem como assinaram termo de autorização”.

A empresa ainda pontua que o curso de tiro esportivo e manuseio de arma airsoft não se confunde com arma de fogo ou simulacro. De acordo com eles, instrutores habilitados conduziram o momento e com uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

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