quarta-feira, 8 de julho de 2026
Investigação

Polícia pede ajuda à fabricante para saber velocidade de carro que matou jovens na T-63

Caso se comprove que motorista estava acima da velocidade máxima permitida, poderá responder por homicídio doloso

Ana Júlia da Cruz Costapor Ana Júlia da Cruz Costa em 25 de abril de 2023
Caso se comprove que motorista estava acima da velocidade máxima permitida, poderá responder por homicídio doloso
Caso se comprove que motorista estava acima da velocidade máxima permitida, poderá responder por homicídio doloso | Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) pedirá auxílio técnico à fabricante do veículo envolvido no acidente que matou dois jovens na T-63, em Goiânia, na última quinta-feira (20). De acordo com a corporação, a empresa Volvo poderá ajudar a determinar a velocidade do carro no momento do impacto com os dois motociclistas. As autoridades acreditam que o automóvel estava mais rápido que os demais envolvidos, no entanto, ainda não é possível afirmar se estaria acima do limite.

A expectativa é de que a fabricante contribua com a apuração do caso por meio da leitura do módulo de airbag, que demonstraria a velocidade na batida ou desaceleração. Danilo Vasconcelos, advogado do condutor do veículo, disse para o portal Mais Goiás que está ciente da demanda e que a defesa aguarda o fornecimento deste auxílio técnico. Até o momento, a versão contada é de que o condutor teria sido “fechado” e, por isso, perdido o controle.

Mais cedo, nesta terça-feira (25), o delegado Hellyton Carvalho disse que teria recebido a informação de que o carro estaria sendo conduzido por uma mulher no momento do acidente. Na ocasião, o marido dela, que é médico, se apresentou como motorista.

“A informação é de que uma mulher estaria no volante do Volvo, e que trocou de lugar com um homem que estava no banco do carona após o acidente. O relato é de uma testemunha, a qual será ouvida nos próximos dias. Além disso, vamos ver se alguma câmera de segurança que flagrou o carro trafegando pela região pode nos tirar essa dúvida”, disse o delegado adjunto da Delegacia de Investigações de Crimes de Trânsito (Dict).

Além disso, a autoridade explicou que a polícia considera duas possibilidades. “Inicialmente, estamos trabalhando com a possibilidade de homicídio culposo, mas, caso seja comprovado que o condutor estava bem acima da velocidade máxima permitida, poderá, sim, responder por homicídio doloso”, afirmou.

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