quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Posicionamento

Ronaldo Caiado critica ocupações de terra pelo MST

Governador participou de reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária em Brasília

Yago Salespor em
Governador participou de reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária em Brasília | Foto: Comunicação/FPA
Governador participou de reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária em Brasília | Foto: Comunicação/FPA

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) foi uma das presenças mais importantes de um encontro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) nesta terça-feira (25), em Brasília. A proposta do encontro é discutir a avalanche de ocupações de membros do Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em fazendas de alguns estados brasileiros. 

Além da problemática, outro tema interligado às ocupações, também foi discutida a questão do marco temporal de terras indígenas. A participação no encontro, que ocorreu no dia seguinte à vitória de Caiado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar liminar que proibia a cobrança, por parte do governo, sob Caiado, da taxa do Agro. 

Foi a oportunidade do governador goiano, um dos mais conhecidos defensores do agronegócio, ou seja, um dos segmentos de maior importância da economia goiana. Sobre o setor, Caiador discursou:“É inadmissível que se coloque em risco um segmento que traz condições de equilíbrio fiscal para o país e ao mesmo tempo oportunidades de emprego e avanços”. 

O governador lembrou aos presentes que em Goiás, território com força na agropecuária, não existem ocupações de terra por parte do MST ou qualquer outro segmento com a força da impetrar tal intuito. 

Sobre isto, Caiado gabou-se: “Cabe ao governador e às forças de segurança manterem a paz no campo. Em Goiás, não temos invasão de terras”. Ele comentou o fenômeno chamado, pelo MST, de ‘Abril Vermelho’. 

“As questões referentes às invasões não vêm de hoje. Os avanços que tivemos em nosso Estado puderam ser vistos hoje aqui, e ficam como possibilidade de implantação para o futuro. Nós não podemos brincar com o avanço dessas facções que invadem e destroem. Precisamos estar preparados”, comentou, ainda, Caiado. 

Em março, um grupo até tentou entrar em uma fazenda em Hidrolândia, mas foi frustrado por forças de segurança e uma negociação. O governo goiano registrou a marca de 32 tentativas ano passado e 16 este ano. Fontes ouvidas pela reportagem demonstram preocupação, pois consideram os números de ano maiores. “A gente sabe que, com Lula no Planalto, o MST se sente mais fortalecido e capaz, com a certeza de impunidade, com um governo alinhado aos ideais deles. Mesmo assim, sabemos que, em Goiás, quem está no comando é o governador Ronaldo Caiado, com força policial. E a lei está do lado da propriedade privada”, declara, sob anonimato, uma fonte, em conversa reservada com o jornal. 

Vale lembrar que Caiado fortaleceu o Batalhão Rural da Polícia Militar para evitar, além de ocupações, a violência no campo, ou seja, nas propriedades rurais. 

Na importante reunião da Frente Parlamentar Agropecuária, estiveram, além do governador Ronaldo Caiado, os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e de Mato Grosso, Mauro Mendes. 

“Desde 2019 fazemos o trabalho de cumprir a Lei. Já fizemos 109 reintegrações de posse até agora e tivemos uma diminuição gigantesca nas invasões. Isso demonstra, para quem planeja esse crime, que o Paraná não admite essas irregularidades. Existe, porém, a necessidade do CNJ nos dar celeridade para essas reintegrações e encerrar as burocracias”, destacou o governador Ratinho Júnior. 

Os presentes também priorizam o julgamento, no STF, do marco temporal. A discussão dos ministros discorrem sobre a demarcação de terras indígenas. O deputado federal e presidente da FPA, Pedro Lupion (PR), defendeu o momento em que discutiam o assunto. “São Estados que correspondem com grande parcela da produção agrícola nacional e que precisam ter governadores comprometidos com a segurança jurídica e com os produtores”.

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