quinta-feira, 25 de junho de 2026
Dados

Goiânia é a capital mais viável para investidores do setor imobiliário

O preço do metro quadrado em alguns bairros de Goiânia perdem apenas para capitais paulistas

Maria Gabriela Pimentapor Maria Gabriela Pimenta em 23 de maio de 2023
Luxurious living room  with big windows, couple of sofas and armchairs
Luxurious living room with big windows, couple of sofas and armchairs

Os números do setor imobiliário apresentam boas perspectivas, especialmente para proprietários de imóveis em Goiânia. Segundo o índice FipeZAP+, os resultados acumulados em 2022 apontam que a capital goiana é, atualmente, a mais viável do país para investidores do ramo imobiliário. No ano passado, a cidade teve uma valorização de 32,9% nos preços médios dos imóveis residenciais para locação, a maior entre as capitais avaliadas pelo índice, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Ainda segundo o cálculo, o reajuste médio praticado em Goiânia, somente no primeiro bimestre deste ano, acumulou uma alta de 7,44%, o maior registrado entre as capitais brasileiras pesquisadas.

Entre os motivos para a alta, está a valorização nos preços dos imóveis do mercado local. O vice-presidente do Sindicato das Imobiliárias e Condomínios do Estado de Goiás (SecoviGoiás), Benjamin Ragonezi, acredita que Goiânia está caminhando para uma condição de igualdade com outras capitais, devido à crescente melhora no padrão construtivo dos imóveis que são lançados e entregues, o que garante itens de padrão mais elevado e, por consequência, maior conforto aos moradores.

“Eles têm cada vez mais itens de melhor padrão e que proporcionam mais conforto aos moradores, tanto em apartamentos quanto nas casas entregues”, explica. Entre estes itens estão: sacadas com área de churrasqueira, pisos de porcelanato e equipamentos para automatização nos apartamentos, além de espaços comuns, como piscinas, academia, área infantil e sala de cinema.

Para ele, adquirir um imóvel para locação está se tornando um investimento cada vez melhor e mais lucrativo, diante de um cenário de maior demanda do que oferta. “Quando há pouca oferta e uma demanda grande, a tendência é de alta nos preços. Hoje, há uma maior procura e menos unidades disponíveis”, avalia.

Os lançamentos do mercado imobiliário nos últimos anos foram mais centralizados em bairros nobres de Goiânia, como nos setores Marista, Bueno e Jardim Goiás, que recebem imóveis de maior padrão e o preço do metro quadrado chega a ser o dobro da maioria dos outros bairros. De acordo com o FipeZAP+, o preço médio do metro quadrado no Jardim Goiás chega a quase R$ 50, o que corresponde a mais de 70% acima do preço médio em Goiânia. Já no Setor Marista, o custo do metro quadrado da locação ultrapassa R$ 40, quase 70% acima da média da capital. Nestes bairros, o preço do aluguel só perde para cidades paulistas.

Gestão de imóveis

Em Goiânia, percebe-se também o aumento da procura por imóveis destinados à locação para curtas e longas estadias (shortstay e longstay). Com isso, houve ampliação nas formas de gestão para estes empreendimentos. Hoje em dia, os proprietários podem contar com o apoio de empresas especializadas que oferecem serviço completo de administração deste tipo de unidade de hospedagem. Logo, não precisam se preocupar com nada, desde o enxoval até a divulgação no mercado.

Os investidores que não pretendem perder tempo com burocracias e manutenção do imóvel, confiam às empresas a gestão completa da propriedade. Em muitos casos, o retorno do investimento vem a partir de locações por curta temporada, modalidade que tem driblado a vacância no mercado imobiliário. Pessoas que estão na cidade para participar de eventos ou a trabalho costumam apostar neste tipo de hospedagem, sendo uma alternativa para os proprietários manterem seus apartamentos ou flats sempre ocupados e gerando receita para custear despesas fixas do imóvel, como energia elétrica, água e condomínio, enquanto o retorno do investimento aumenta.

A partir de uma ferramenta de mapa de calor (Heatmap), a empresa Stay, que oferece serviços de gestão de imóveis em Goiânia, detectou que, em 2022, a cidade de teve uma ocupação de 52% no segmento de locação.

“O mercado vem se movimentando nessa tendência e mostrando aos investidores que seus imóveis podem se rentabilizar muito mais com o formato de locação shortstay, em comparação ao modelo tradicional. A Stay, por exemplo, registrou uma taxa de ocupação de 70,74% no ano passado, em Goiânia”, completa a head de hospitalidade, vendas e marketing da Stay, Vanessa Pires Morales.

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