segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Encontro

Congresso da UNE deve reunir 10 mil estudantes em Brasília

Flávio Dino esteve presente e discursou sobre a regulamentação das redes sociais

Mariana Fernandespor em
Brasília (DF), 12/07/2023 - Abertura do 59º Congresso da UNE na Universidade de Brasília (UnB). Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Brasília (DF), 12/07/2023 - Abertura do 59º Congresso da UNE na Universidade de Brasília (UnB). Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A União Nacional dos Estudantes (UNE) iniciou nesta quarta-feira (12), o 59° Congresso da entidade, em Brasília. A expectativa é de que até domingo (16) cerca de 10 mil estudantes de todo o Brasil vão participar de debates sobre democracia, educação, mercado de trabalho, além de eleger uma nova diretoria.Congresso da UNE deve reunir 10 mil estudantes em BrasíliaCongresso da UNE deve reunir 10 mil estudantes em Brasília

Na quarta, a UNE promoveu um ato em defesa da democracia e de combate ao discurso de ódio no país. Familiares também prestaram homenagens aos 50 anos do desaparecimento de Honestino Guimarães, líder estudantil morto durante a ditadura militar no país.

Marcando presença no ato, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a defesa da democracia está relacionada com o combate à desigualdade social e à construção de um país mais justo para população. “Todo mundo aqui é contra o fascismo, contra o golpismo e contra a extrema-direita. Todo mundo defende a educação pública gratuita de qualidade para todos no Brasil. Todos são contra a discriminação dos negros, das mulheres e da comunidade LGBT”, afirmou.

No momento de fala Dino também defendeu a regulamentação das redes sociais e disse que elas têm funcionado como “plataformas das ideias da direita e do poder econômico”. “A segunda tarefa democrática fundamental é enfrentar o poder de quatro, cinco empresas que mandam na internet e veiculam extremismo”, completou.

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Vaias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso também esteve presente e discursou em favor do movimento estudantil. “Eu continuo a dizer pelos meus sonhos de juventude, enfrentar a pobreza, a desigualdade abissal que existe nesse país e ser capaz de construir argumentos democráticos em favor do bem e da justiça contra a intolerância”, disse.

Barroso porém foi vaiado no começo do discurso por um grupo de estudantes que exibiu uma faixa dizendo: “Barroso inimigo da enfermagem e articulador do golpe de 2016”.

O ministro disse que suspendeu, no ano passado, o pagamento do piso nacional dos enfermeiros para viabilizar os recursos para garantir os repasses. Barroso foi o relator do caso no Supremo.

“Eu venho do movimento estudantil. De modo que nada que está acontecendo aqui me é estranho. Já enfrentei a ditadura e já enfrentei o bolsonarismo. E mais que isso, foi eu que consegui o dinheiro da enfermagem porque não tinha dinheiro. Não tenho medo de vaia porque temos um país para construir”, rebateu.

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