sexta-feira, 17 de abril de 2026
Devolução

Após quase um ano, Alexandre de Moraes libera redes sociais de Marcos do Val

Ministro do STF suspendeu bloqueio que vigorava desde junho do ano passado

Vitória Bronzatipor Vitória Bronzati em 14 de maio de 2024
Rodrigo Pacheco foi decisivo para a devolução das redes, senador comemora a volta e promete responsabilidade nas postagens | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Rodrigo Pacheco foi decisivo para a devolução das redes, senador comemora a volta e promete responsabilidade nas postagens | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a reativação das redes sociais do senador Marcos do Val (Podemos-ES), que estavam bloqueadas desde junho do ano passado. A decisão ocorreu quase um ano após Moraes determinar uma operação de busca e apreensão na residência e nos escritórios do senador.

“Após quase 11 meses, tivemos nossas redes sociais reativadas! Voltamos e conto com essa legião de amigos seguidores para que nossa mensagem alcance o maior número de pessoas possíveis. Estamos juntos mais uma vez!”, anunciou Do Val em suas contas no Instagram nesta terça-feira (14).

https://www.instagram.com/p/C68vJwEuDVv/?igsh=ZGd6eDR0d3FzM2po

O bloqueio das redes de Do Val foi ordenado em junho de 2022, quando Moraes determinou buscas em sua casa, escritório no Espírito Santo e gabinete parlamentar. A operação resultou na apreensão de computadores, pendrives e celulares do senador. A decisão judicial, mantida sob sigilo, exigiu também que a Polícia Federal relatasse os itens apreendidos durante a ação.

A razão para o bloqueio das redes sociais e a operação de busca nunca foi claramente divulgada, devido ao sigilo do processo. Do Val se envolveu em uma série de controvérsias com Moraes, especialmente após alegar que o ex-deputado federal Daniel Silveira e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) planejavam gravar o ministro do STF. Inicialmente, ele afirmou que Bolsonaro estava diretamente envolvido, mas depois disse que o ex-presidente apenas ouviu a ideia sem apoiar a gravação.

Após os eventos de 8 de janeiro, Do Val acusou Moraes, sem apresentar provas, de ter conhecimento prévio sobre a possibilidade de invasões às sedes dos Poderes. Essa acusação foi feita durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do 8 de janeiro, da qual Do Val era membro antes da operação da Polícia Federal.

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