Fiscalização

Agrodefesa mantém vigilância para garantir zona livre da peste suína em Goiás

O trabalho ocorreu em mais de 100 municípios goianos e em 12 unidades regionais da agência

Tathyane Melopor Tathyane Melo em 26 de julho de 2024
Agrodefesa mantém vigilância para garantir zona livre da peste suína em Goiás
Goiás faz parte da zona livre de peste suína clássica

De julho de 2023 a junho deste ano, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) realizou ações de vigilância, inspeção e investigação, dentro do 3º Ciclo do Plano Integrado de Vigilância de Suínos (PIVDS), que resultaram na comprovação de que o estado se mantém zona livre de Peste Suína Clássica (PSC).

O trabalho ocorreu em mais de 100 municípios goianos e em 12 unidades regionais da agência, sem identificação de suínos com sinais de doenças de notificação obrigatória.

Desenvolvido pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), o plano integrado visa exatamente fortalecer a capacidade de detecção precoce de casos de PSC, Peste Suína Africana (PSA) e Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS), além de demonstrar a ausência das doenças em suínos domésticos.

Zona livre de peste suína clássica

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, reforça que a medida contribui ainda para reconhecimento internacional junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e para atestar o trabalho de sanidade desenvolvido em Goiás.

“O estado já faz parte da zona livre de peste suína clássica, mas, todo ano, desde 2021, é necessário reconfirmar, ou seja, mostrar que permanecemos livres da doença. Isso ocorre por meio de um trabalho conjunto de vigilância, promovido pela Agrodefesa, que integra também o Programa Estadual de Sanidade Suídea e mostra o compromisso do Governo de Goiás com a defesa agropecuária”, informa.

José Ricardo acrescenta que o maior benefício é que esse resultado assegura a exportação de produtos goianos para diversos mercados.

“Hoje, a suinocultura representa um papel importante para a economia em Goiás, e essa atuação sanitária, especialmente dos nossos profissionais, garante a qualidade do produto goiano”, destaca.

A avaliação do Plano Integrado de Vigilância de Suínos prioriza regiões de maior relevância para a produção e a exportação de suínos e seus produtos no Brasil, como é o caso do estado de Goiás – que está na oitava posição no ranking de abate de suínos e na sétima colocação em exportação de carne suína, segundo informações do mês de julho do boletim Agro em Dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

A fiscal estadual agropecuário da Gerência de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, explica que durante o ciclo de vigilância, que é de um ano, são verificados cinco componentes como vigilância sorológica baseada em risco, inspeção em estabelecimentos de criação, inspeção em abatedouros, vigilância em suínos asselvajados e investigação de casos suspeitos.

“As vigilâncias são realizadas conforme amostragem, enviada pelo DSA/Mapa, englobando granjas de suínos e propriedades não tecnificadas que tenham critérios de risco como contato de suínos domésticos com suínos asselvajados, fornecimento de restos de alimentos para os suínos, propriedades próximas a lixões, entre outros”.

Peste Suína Clássica

De acordo com informações do Mapa, a PSC é uma doença que acomete suínos domésticos e asselvajados. É obrigatória a notificação imediata ao serviço veterinário oficial de qualquer caso suspeito – no caso de Goiás, a notificação deve ser feita à Agrodefesa.

O vírus é encontrado nas secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido pelas vias direta (contato entre animais, aerossóis e suas secreções e excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal), entrando no organismo por via oral e oro-nasal.

Atualmente, cerca de 83% do rebanho suíno brasileiro está em zona livre (ZL) de PSC.

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