quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Eleições 2024

Vai e vem no comando do PP municipal tenciona conflito interno do partido

Progressistas se vê rachado após Paulo Daher ser anunciado vice de Vanderlan; alta cúpula do partido apoia Sandro Mabel

Thiago Borgespor em
Vai e vem no comando do PP municipal tenciona conflito interno do partido
Apoio de PP. Foto: Divulgação

Thiago Borges

O conflito interno do Partido Progressistas (PP) não parece, nem de perto, que terá uma resolução tão brevemente. As confusões envolvendo Paulo Daher como vice na chapa de Vanderlan Cardoso (PSD) – contrariando a decisão dos líderes estaduais do partido de caminhar com o candidato da base governista, Sandro Mabel (União Brasil) – deverão ser resolvidas na Justiça Eleitoral.

Na noite da última terça-feira (6), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) determinou a volta de Paulo Daher ao comando do diretório municipal do PP. O vice de Vanderlan foi destituído do cargo após não acatar decisão de apoiar Mabel, porém, voltou à presidência após liminar assinada pela desembargadora Alessandra Gontijo do Amaral. 

Daher alegou que sua destituição não foi comunicada formalmente e aconteceu sem processo administrativo, violando a Constituição Federal e o Estatuto Partidário. O deputado federal Adriano do Baldy foi colocado na presidência da legenda na capital, o que foi revogado pela Justiça Eleitoral do Estado.  

Em contato com representantes do PSD, o jornal O HOJE recebeu um posicionamento do partido, via nota. “O PSD reconhece o médico e ex-vereador Paulo Daher (PP) como legítimo integrante da chapa encabeçada pelo senador Vanderlan Cardoso na vaga de vice-prefeito. Inclusive a justiça já concedeu liminar retornando Paulo Daher à presidência municipal do PP. Portanto, as alegações de uma suposta fraude na ata da convenção do PP de Goiânia precisam ser provadas”, diz a nota.

A nota alega ainda que “salvo manifestação em contrário pela autoridade eleitoral, o que acreditamos não ocorrerá, prevalece a ata da convenção original, legalmente convocada para tal finalidade, e que decidiu democraticamente pela aliança”. Em conversa com a assessoria do senador Vanderlan Cardoso, foi dito que o partido “não pensa em plano B, pois tem convicção de que tudo foi realizado dentro da legalidade”. 

O PP é o quarto maior partido em Goiás, levando em conta o número de filiações – cerca de 50 mil filiados. O apoio do PP significa para Vanderlan, o dobro de tempo nas televisões goianas. Ademais, o peessedista não caminharia mais só, afastando a ideia de isolamento partidário de Vanderlan, pauta explorada por seus adversários. 

Conflito interno

O imbróglio entre as alas do PP começou quando Paulo Daher, presidente municipal do PP em Goiânia, foi anunciado como vice na chapa de Vanderlan Cardoso, na convenção que oficializou a candidatura do senador. Enquanto Daher selava acordo com o PSD, Mabel anunciava com apoio da legenda em sua convenção, ao lado do deputado federal, Adriano Baldy (PP), e do vice-presidente da sigla, Joel Sant´anna Braga.

A ata da convenção do PP – a qual inclusive Mabel participou – indicou Paulo Daher à vice de Vanderlan. Entretanto, o documento foi impugnado pelo presidente estadual do partido, Alexandre Baldy. A ala do PP que defende o apoio a Mabel enviou uma nova ata, com apoio do diretório estadual da legenda.

A situação deve se estender nos tribunais de justiça. As alas contrárias do PP buscam provas jurídicas que favoreçam cada um dos lados, e a queda de braço para saber qual será a ata definitiva do partido – a original da convenção, que determina Daher como vice de Vanderlan ou a retificada, que indica o apoio a Mabel – deve se arrastar pelas próximas semanas. (Especial para O Hoje)

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