segunda-feira, 29 de junho de 2026
Parou!

Greve de eletricistas paralisa mais de 900 atendimentos em Goiânia

Manutenção, reparos e emergências na rede elétrica são afetados pela mobilização da categoria

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 30 de agosto de 2024
Greve de eletricistas paralisa mais de 900 atendimentos em Goiânia
Greve dos eletricistas. Foto: Divulgação

Greve de eletricistas paralisa mais de 900 atendimentos em Goiânia. A greve dos eletricistas em Goiânia começou na manhã de hoje e paralisou mais de 900 atendimentos de manutenção e reparos na rede elétrica da capital e em cidades do interior do Estado. O Sinditelgo, sindicato que representa os eletricistas de Goiás, lidera a mobilização. A paralisação afeta principalmente as empresas Elcop Engenharia e PSE, que prestam serviços para a concessionária de energia Equatorial Goiás.

Á princípio, os trabalhadores realizaram piquetes desde as primeiras horas da manhã na sede da Elcop, localizada no Jardim Petrópolis, em Goiânia. Eles bloquearam a saída dos veículos responsáveis pelos serviços de manutenção e emergência. Com isso, interromperam os atendimentos programados para o dia. Além disso, os manifestantes também desligaram a energia da Elcop, impedindo o acesso da empresa às Ordens de Serviço da Equatorial.

A greve causou a suspensão de mais de 100 atendimentos pela Elcop. Somando as demais empresas que prestam serviços para a Equatorial em Goiás, o número total de atendimentos não realizados ultrapassou 900.

Durante o dia, a greve gerou tensões. Os grevistas ameaçaram depredar o patrimônio das empresas. Sendo assim, caso cumpram essas ameaças, há risco de interrupções no fornecimento de energia em áreas da cidade. Isso pode prejudicar o atendimento a emergências, inclusive em hospitais e residências que dependem de suporte elétrico contínuo para pacientes em tratamento intensivo.

Por fim, a Elcop obteve uma liminar judicial que determina ao sindicato e seus filiados que cessem qualquer ato que perturbe ou impeça o uso das instalações e bens da empresa. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 10.000,00.

Nota oficial da Equatorial

A Equatorial Goiás informa que reconhece a legitimidade dos sindicatos e que acompanha as negociações. A companhia esclarece que o sindicato em questão não representa os colaboradores próprios da distribuidora de energia, mas os funcionários das empresas terceirizadas.

A concessionária lembra que o acordo coletivo firmado com o sindicato dos colaboradores próprios foi aprovado pela categoria em maio deste ano.

A distribuidora salienta que foi informada pelas empresas parceiras que o sindicato não realizou a comunicação prévia sobre eventual paralisação, sendo este um requisito legal obrigatório, o que torna irregular qualquer movimento.

Por fim, a Equatorial Goiás reforça que, para evitar qualquer impacto na prestação de serviços para os clientes, mobilizou equipes próprias e de outras regiões não afetadas pela grave para reforçar o efetivo.

Assessoria de Imprensa Equatorial Goiás

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