domingo, 8 de novembro de 2026
Vinda a Goiânia

Aguardo de Lula em Goiânia se dá em meio a sumiço do presidente em palanques

Informação sobre visita de Lula ventilada gera pouca expectativa na campanha de Adriana Accorsi

Yago Salespor em
Aguardo de Lula em Goiânia se dá em meio a sumiço do presidente em palanques
Informação sobre visita de Lula ventilada gera pouca expectativa na campanha de Adriana Accorsi | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fato voltar – 14 anos depois – a pisar os pés em Goiânia, uma pergunta interessante a fazer ao petista giraria em torno de como ele poderia ajudar em candidaturas municipais. 

A pergunta calha bem. Afinal, é comum ver petistas se escondendo do vermelho, cor do Partido dos Trabalhadores (PT), e deixando na gaveta de algum diretório a estrela tão utilizada até em 2022, quando a sigla conquistou o Palácio do Planalto depois de derrotar Jair Messias Bolsonaro. 

Se, de fato, Lula decidir aparecer em Goiânia para, dizem, inaugurar o Sistema BRT – e dar uma passadinha, mesmo que rápida, instantânea, sem palanque, num escritório para posar com a candidata Adriana Accorsi – é bom lhe perguntar se a ausência prejudicaria também o seu projeto de 2026. 

Quem leu a biografia do Fernando Morais sobre Lula sabe que o atual presidente não tem nenhuma intenção de deixar a política partidária-eleitoral enquanto ainda tiver fôlego, voz, força para andar e argumento. 

A ausência pode virar um grande transtorno para o pleito por dois motivos: Lula, ou seja lá quem for do PT, poderá ter não um, mas dois grandes nomes goianos na corrida ao Palácio do Planalto: o governador Ronaldo Caiado, do União Brasil, e Pablo Marçal, do PRTB. 

Sem Bolsonaro, que está inelegível provavelmente até 2030, ainda inexiste um nome que possa herdar o espólio político do ex-presidente que tornou-se o principal algoz do PT, a ponto de conseguir vencer os staff políticos da esquerda em 2018. À época preso, Lula não conseguiu sustentar a candidatura do atual ministro da Fazenda Fernando Haddad. 

Embora sempre em Brasília, erguida por Juscelino Kubitschek em território goiano, Lula não aparece em Goiás desde o último ano do segundo mandato presidencial. Era fevereiro de 2010. 

A presidente nacional do PT,  Gleisi Hoffmann, repetiu em algumas entrevistas que Lula deve aparecer em Goiânia ao mesmo tempo que Adriana Accorsi prefere aguardar e não criar expectativas. Afinal, ela gostaria que Lula de fato aparecesse e, depois, ter de suportar os risinhos de soslaio de, por exemplo, Fred Rodrigues nos próximos debates dos candidatos ao pleito na capital? 

Lula, no entanto, não deverá se ausentar do material de campanha a ser divulgado nas redes sociais e em programas de televisão. Lula tem grande apreço pela deputada federal. Conheceu o pai dela, o ex-prefeito da capital Darci Accorsi. 

E, ainda, Adriana tem repetido, de maneira clara e objetiva, que, como tem o carinho, respeito e proximidade com o governo Lula, vai conseguir ajudar, ainda mais, a gestão em Goiânia. 

Durante a campanha eleitoral, inclusive, Lula era aguardado em agendas no estado, o que não aconteceu. Desde que foi empossado a 1° de janeiro de 2023, o governo também ventilou viagens do presidente a Goiás. O senador Jorge Kajuru (PSB), próximo ao palácio presidencial, também divulgou algumas dessas possibilidades. 

Desde junho do ano passado, conforme a Revista VEJA, Lula cancelou três viagens a Goiás. Com o início da operação do Sistema BRT na capital, Lula deve vir à cidade para inaugurá-lo. Ao menos foi o que o Planalto informou à Revista VEJA.

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