Goiás registra menor taxa de pobreza da história
Goiás lidera no combate à extrema pobreza, com índice de 0,8%, o menor do país, frente à média nacional de 1,7%.
O (IBGE) divulgou na última quarta-feira (4) a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 2024. O estudo destaca avanços em diversas regiões, mas Goiás ganhou especial atenção ao atingir a menor taxa de pobreza de sua história.
Apenas 1,3% da população goiana vive abaixo da linha de pobreza (renda domiciliar per capita inferior a R$ 210), índice que posiciona o estado como o segundo melhor do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina, e bem abaixo da média nacional de 4,5%.
Os programas sociais desempenharam um papel essencial nesse marco histórico. Sem essas iniciativas, o estado teria cerca de 316,3 mil pessoas em extrema pobreza (renda per capita inferior a R$ 110). No entanto, graças às políticas públicas, esse número foi reduzido para 97,4 mil, ou 0,8% da população – o menor índice do país.
O governador Ronaldo Caiado comemorou os resultados e destacou o impacto das ações integradas. “As políticas sociais de Goiás não apenas atendem às necessidades básicas, mas permitem a emancipação das pessoas. Com iniciativas como os Colégios Tecnológicos (Cotecs), ofertamos capacitação profissional e ferramentas para empreender. Isso possibilita que as famílias saiam da linha da pobreza e conquistem renda própria.”
Gracinha Caiado, coordenadora do programa Goiás Social, reforçou a importância de garantir oportunidades duradouras para os mais vulneráveis: “Estamos mudando vidas com ações concretas que promovem dignidade e justiça social. Esses avanços refletem nosso compromisso em transformar Goiás em um estado mais justo e inclusivo.”
Goiás e os programas sociais
O programa Goiás Social tem sido um dos pilares no combate à pobreza e à desigualdade no estado. Ele integra ações voltadas para assistência emergencial, proteção social e emancipação econômica, combinando apoio imediato e estímulo à autonomia financeira.
Entre as iniciativas estão o NutreBem, que combate a insegurança alimentar; o Dignidade Menstrual, que distribui absorventes a mulheres em situação de vulnerabilidade; e o Mães de Goiás, que oferece auxílio financeiro a mães de baixa renda. Programas como o Aluguel Social garantem suporte habitacional, enquanto o Aprendiz do Futuro e o Bolsa Estudo incentivam a capacitação profissional e a educação.
Essas iniciativas são complementadas por outras ações, como o crédito social, o Restaurante do Bem e projetos voltados ao fortalecimento da renda familiar. Esses esforços têm gerado impactos significativos, contribuindo para a mobilidade social e para a melhora nas condições de vida da população goiana.
Além de reduzir a pobreza, Goiás tem avançado na diminuição da desigualdade econômica. Segundo o índice de Palma, que compara a renda dos 10% mais ricos com a dos 40% mais pobres, o estado registrou 2,73, abaixo da média nacional de 3,60. Isso coloca Goiás como o sexto estado com menor concentração de renda no Brasil.
Os 40% mais pobres do estado possuem uma renda domiciliar média 30% superior à do restante do país, o que demonstra o impacto direto dos programas sociais nas famílias mais vulneráveis. No entanto, o aumento no índice de Palma, de 2,54 em 2022 para 2,73 em 2023, aponta para uma leve concentração de renda entre os mais ricos, indicando que ainda há trabalho a ser feito para reduzir as desigualdades.
Estudos do Banco Mundial reforçam a relevância dos benefícios sociais na redução da pobreza. Sem essas políticas, 4,3% da população goiana estaria em extrema pobreza (cerca de 316,3 mil pessoas). Com os programas, esse índice caiu para 1,3% (97,4 mil pessoas).
Na linha de pobreza ampliada (US$ 6,85 por dia, padrão adotado para países de renda média-alta como o Brasil), 18,4% da população goiana (1,36 milhão de pessoas) está abaixo do limite. Sem os programas sociais, esse percentual seria de 23,1% (1,71 milhão).
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Os dados também evidenciam a necessidade de continuidade e aprimoramento das ações para garantir que mais famílias saiam da situação de vulnerabilidade. Com o fortalecimento dos programas sociais e o foco em iniciativas que promovam a autonomia financeira.