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domingo, 11 de janeiro de 2026
Decepcionante

“Ainda Estou Aqui” perde Globo de Ouro para “Emilia Perez”

“Ainda Estou Aqui” perde Globo de Ouro

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 5 de janeiro de 2025
Foto de Capa 21
Globo de ouro Fernanda Torres Ainda Estou Aqui — Foto: Divulgação

O filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui’, dirigido por Walter Salles, foi derrotado pela produção francesa ‘Emilia Perez’ no Globo de Ouro. A premiação ocorreu 25 anos após a vitória de Salles com ‘Central do Brasil’, estrelado por Fernanda Montenegro.

Produção de Walter Salles disputa estatueta com cinco filmes premiados e sai derrotada por “Emilia Perez”, da França

Apesar da derrota, o longa-metragem já conquistou sete prêmios internacionais. Entre eles, está o de Melhor Roteiro no Festival de Veneza. A produção competia com outros cinco filmes reconhecidos internacionalmente. Além de ‘Emilia Perez’, de Jacques Audiard, estavam na disputa ‘Tudo que Imaginamos Como Luz’ (Índia), de Payal Kapadia; ‘The Seed Of The Sacred Fig’ (Alemanha), de Mohammad Rasoulof; ‘A Garota da Agulha’ (Dinamarca), de Magnus von Horn; e ‘Vermiglio’ (Itália), de Maura Delpero.

O longa é protagonizado por Fernanda Torres e Selton Mello. Trata-se de uma adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. A história retrata a luta da família Paiva, impactada pelo regime militar durante a ditadura brasileira. Eunice Paiva, vivida por Fernanda Torres, é a personagem central. Ela era esposa do deputado Rubens Paiva, interpretado por Selton Mello, cassado após o golpe de 1964, exilado, preso pelos militares e dado como desaparecido.

No enredo, Eunice busca provar que o marido foi morto logo após a prisão. Durante o processo, ela também foi detida e ficou 12 dias em uma cela isolada. Sua filha Eliana foi mantida sob custódia por 24 horas.

Uma das cenas mais emblemáticas do filme mostra Eunice obtendo a certidão de óbito de Rubens Paiva. Ele foi declarado morto em janeiro de 1971. Contudo, o documento oficial só foi emitido em 1996, após uma lei do governo Fernando Henrique Cardoso determinar que desaparecidos políticos fossem considerados mortos.

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