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domingo, 22 de fevereiro de 2026
Saúde Pública

Goiás registra sexta morte por dengue em 2025

Na capital os casos da doença apresentaram quedas de mais de 25% se comparado ao mesmo período do ano anterior

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 17 de março de 2025
Goiás
Foto: Divulgação/SMS

Goiás tem enfrentado números altos de casos de dengue em 2025, apesar de uma redução em comparação ao ano anterior. No entanto, a sexta morte causada pela doença foi registrada no município de Novo Planalto, no norte do estado. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES) a vítima é um homem com idade acima de 60 anos e a morte ocorreu no final do mês de janeiro.

A fatalidade acendeu o alerta das autoridades, que enfatizam a necessidade de manter os esforços de combate ao mosquito Aedes aegypti, mesmo com a queda nos números. Dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçam a importância da vigilância contínua para evitar novos óbitos.

Conforme dados da SMS, Goiânia apresentou uma redução de 25,8% nos casos de dengue nas nove primeiras semanas deste ano, totalizando 4.247 casos confirmados. No mesmo período de 2024, foram registrados 5.724 casos. 

Além disso, a capital registrou 14 casos confirmados de chikungunya, uma redução de 117 registros em relação ao ano anterior. A Região Noroeste concentra a maior incidência, com 481 casos a cada 100 mil habitantes.

Para conter o avanço da doença, a Secretaria intensificou as visitas de agentes de endemias às residências e realizou mutirões de limpeza. Segundo Leandro Gouvea, gerente de controle de vetores, cerca de 11 mil pneus abandonados foram recolhidos em diversas regiões da cidade. 

“Orientamos a população a eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti”, afirmou Gouvea.

A vacinação também tem sido uma estratégia importante. Até o momento, 69.713 doses foram aplicadas em Goiânia. No entanto, esse número é baixo porque apenas 26% das pessoas aptas receberam a primeira dose e os números são mais baixos ainda quando falamos da segunda dose, que é  8,5%. A baixa adesão à segunda dose preocupa as autoridades de saúde, que destacam a importância da imunização completa para garantir a proteção contra a doença.

Cenário Nacional

No Brasil, os casos prováveis de dengue caíram cerca de 60% nas seis primeiras semanas de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Foram registrados 281.049 casos em 2025, contra 698.482 no ano anterior. Em Goiás, a redução foi de 66,6%, passando de 45.399 casos em 2024 para 15.135 em 2025.

Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a mobilização nacional e a cooperação entre estados e municípios foram fundamentais para essa redução. “Essa redução substancial do número de casos de dengue no país é um reflexo da mobilização nacional promovida pelo Ministério da Saúde, de forma conjunta com estados e municípios de todo o país, com participação ativa da população”, destacou a ministra.

Apesar da queda nos números, a circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue preocupa, especialmente em São Paulo e até mesmo no estado de Goiás, que também registrou a presença do Sorotipo de 3, onde não havia registro desse sorotipo há mais de 15 anos. A Força Nacional do SUS tem atuado em municípios com altos índices de casos.

O Ministério da Saúde implementou o Plano de Ação para Redução dos Impactos das Arboviroses, com foco no controle do Aedes aegypti. Entre as medidas, estão a distribuição de 6,5 milhões de testes rápidos para dengue e o uso de tecnologias como Estações Disseminadoras de Larvicidas e Borrifação Residual Intradomiciliar.

A população desempenha um papel crucial na prevenção, eliminando criadouros do mosquito em suas residências. A conscientização e o esforço conjunto entre governo e sociedade são fundamentais para evitar novas mortes e conter a propagação da doença.

As ações individuais, como manter caixas d’água tampadas, evitar o acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus e recipientes descartáveis, são essenciais para impedir a proliferação do Aedes aegypti. Além disso, a colaboração com os agentes de endemias durante as visitas domiciliares permite identificar e eliminar possíveis focos do mosquito.

O Ministério da Saúde também instalou, em janeiro de 2025, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para Dengue e outras Arboviroses, buscando ampliar o monitoramento das arboviroses, orientar a execução de ações voltadas à vigilância epidemiológica, laboratorial, assistencial e o controle de vetores.

A redução nos casos de dengue em Goiás e no Brasil é um sinal positivo, mas a sexta morte registrada no estado demonstra que o combate à doença deve continuar de forma intensiva.

Leia mais: Goiás lidera denúncias de violência em Comunidades Terapêuticas

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