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sexta-feira, 28 de março de 2025
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Eleições 2026

Após 36 anos, Caiado pode voltar confrontar Lula em debate de presidenciáveis 

No retorno das eleições diretas, provocação e humor marcaram debate de ambos na televisão   

Postado em 24 de março de 2025 por Raunner Vinicius Soares
Lula abre mão do PT em reforma ministerial que pode minar Caiado
Foto: Reprodução

Para quem conhece Ronaldo Caiado (União) somente como governador de Goiás não imagina a sua longa vida na política brasileira. De candidato à presidência a senador da República, um fato, nesses mais de 36 anos de história, chamou a atenção pela iconicidade que envolveu os atores. Com a aproximação das eleições gerais de 2026, a história pode se repetir: Caiado talvez confronte novamente Lula. É possível que, desta vez, o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dê a devida importância, tendo em vista que o político goiano, hoje, é o governador mais bem avaliado do Brasil.   

Em 1989, durante um dos debates dos presidenciáveis, na Bandeirantes, Caiado questiona se Lula não faria uma pergunta a ele, ao que Lula responde: “Quando você crescer no percentual eu faço”, “quando ele [Caiado] chegar a 1,5% eu faço”. Após a fala, a plateia gargalha. O governador responde algo, mas fica difícil de identificar o que ele disse, uma vez que a baixa qualidade da gravação seguia os padrões da época. O que fica claro – e registrado para a história – é que Lula e Caiado trocaram farpas, de forma moderada, em um momento icônico para a democracia brasileira.  

Essa eleição foi um marco histórico para o Brasil. Depois de 21 anos de Ditadura Militar e mais 5 anos de um mandato civil, ao menos seis eleições indiretas, a eleição de 1989 foi a primeira que a população votou (na época, o mandato era de 5 anos). Ou seja, no período anterior, o Congresso Nacional escolhia quem se sentaria na cadeira presidencial. Assim, foram 26 anos que os brasileiros não puderam decidir quem os representaria no cargo mais alto do país. Não puderam exercer plenamente os seus direitos políticos em todos os aspectos: liberdade de reunião, de expressão e manifestação. Além disso, muitos foram perseguidos, presos sem um processo legal, torturados e, até mesmo, mortos.    

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Tendo isso em vista, a primeira eleição direta teve o entusiasmo de atores vibrantes como Mário Covas (1930-2001), Leonel Brizola (1922-2004), Paulo Maluf (1931-presente), Afonso Camargo (1929-2011), Aureliano Chaves (1929-2003), Luiz Inácio Lula da Silva (1945-presente), Ronaldo Caiado (1949-presente), Guilherme Afif Domingos (1943-presente), Roberto Freire (1942-presente) e Fernando Collor de Mello (1949-presente). Quase todos foram ou exilados pela ditadura, ou lutaram pela redemocratização pelas vias institucionais nos cargos públicos ou privados que exerciam.   

Naquela altura, todos já tinham uma longa caminhada política e, posteriormente, fizeram parte dos anais da nova democracia brasileira. No segundo turno, Collor desbanca Lula e se consagra presidente do Brasil. Collor não participou do debate mencionado pela reportagem.  

Caiado   

O gestor de Goiás foi deputado federal por cinco mandatos, de 1991 a 2015. Senador eleito por Goiás com 47,57% dos votos em 2014. Em meio a rumores de uma possível desistência, Caiado marca a data de lançamento de sua pré-campanha à presidência nas eleições de 2026. O evento acontece no dia quatro de abril, em uma sexta-feira, no Centro de Convenções de Salvador, Bahia.   

O pré-candidato começa a sua jornada ao Palácio da Alvorada com o obstáculo de cativar a direita nacional. Apesar disso, Caiado, tem demonstrado, em suas redes sociais e em pronunciamentos públicos, que não desistirá fácil. O mandatário tem se manifestado como oposição ao Lula e vem ganhando projeção nacional com o discurso voltado à segurança pública.  

Atualmente, Lula enfrenta problemas dentro do próprio partido: como mostrado em reportagem do O Hoje, a disputa pela sucessão do posto deixado pela ex-presidente da sigla, a deputada federal Gleisi Hoffmann, dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), tem se desdobrado de forma negativa. Além disso, enfrenta dificuldades na gestão do governo, na economia do país e em manter a sua popularidade. Com isso, o debate entre ambos tem novas formas de se desenrolar. 

 

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