sábado, 7 de novembro de 2026
Acabou as taxas

Fim do Fundeinfra gera discursos antagônicos entre pré-candidatos ao Governo de Goiás

Daniel destaca avanços, enquanto Marconi trata a ação como “injustiça” aos trabalhadores do campo. Wilder ainda não se posicionou

Marina Moreirapor em
Chapas
Vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e senador Wilder Morais (PL). Todos são pré-candidatos ao Governo do Estado - Créditos: Jota Eurípedes, Divulgação PSDB e Jefferson Rudy/Agência Senado

A menos de oito meses das eleições de outubro, os pré-candidatos ao Governo de Goiás parecem estar com seus discursos sobre o Fundeinfra preparados, só à espera de um momento oportuno para usá-los, cada um ao seu favor. É o caso da reação do vice-governador Daniel Vilela (MDB) e do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), pré-candidatos ao comando do Palácio das Esmeraldas, em relação ao fim da cobrança do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), chamada pela oposição de “Taxa do Agro”. 

A justificativa do Governo do Estado no que diz respeito à implantação e implementação do fundo gira em torno da geração de um montante de investimentos para a efetivação de obras rodoviárias. Enquanto Daniel aproveita o fim da cobrança para destacar os avanços na geração de recursos ligados à produção agrícola, pecuária e mineral devido ao fundo, Marconi ressalta que a suspensão da ação que gerou problemas a setores do agro é algo proveniente da resistência de quem, de acordo com o tucano, “nunca aceitou essa injustiça”. 

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Vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB) e ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ambos pré-candidatos ao Governo do Estado – Fotos: Reprodução Facebook

Acesse também: Polarização entre Daniel e Wilder ganha nova fase durante período pré-eleitoral em Goiás

A ausência de posicionamento sobre o fim do Fundeinfra por parte do senador Wilder Morais (PL), que também disputa o Executivo estadual, é vista por analistas políticos como o interesse do pré-candidato em associar sua imagem a assuntos vinculados a pautas voltadas ao bolsonarismo, a fim de atender ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que avalia como mais importante a formação de palanque em Goiás para seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. 

Fundeinfra na mira do STF

Interlocutores dizem acreditar que a decisão do governador Ronaldo Caiado (PSD) e de seu vice em acabar com as cobranças do fundo foi tomada porque o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar a inconstitucionalidade do Fundeinfra nos próximos dias. Com isso, os desdobramentos podem refletir nas urnas. Se isso ocorrer, os eleitores tendem a ver mais de perto os efeitos da cobrança da taxa de acordo com o julgamento na Suprema Corte. 

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Decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspende contrato do Fundeinfra com a Ifag – Créditos: Luiz Silveira/STF

“A pauta do Wilder é somente uma: associar Marconi eu nome ao bolsonarismo para tentar se viabilizar. A ‘Taxa do Agro’ caiu porque o STF vai julgar a sua inconstitucionalidade nos próximos dias. Ou seja, caberá ao eleitor avaliar se ela foi ou não benéfica para o Estado”, pontua o sociólogo Jones Matos em entrevista ao O HOJE. 

Wilder reacendeu no cenário pré-eleitoral após seu último encontro com Bolsonaro, tido como o principal líder do Partido Liberal, onde o ex-presidente motivou o senador a ir em frente com a sua pré-candidatura ao Palácio das Esmeraldas. A partir daí, o senador, que é presidente estadual do PL, passou a ser visto como um potencial adversário de Daniel, ainda mais em meio à tentativa do emedebista, juntamente com Caiado, em garantir o apoio da ala bolsonarista no Estado à pré-candidatura do vice-governador. 

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O apoio de Bolsonaro à pré-candidatura de Wilder marca o desfecho de uma ala do PL que aposta na coligação da sigla com partidos da base – Créditos: ota Eurípedes e Guilherme Honorato

Daniel foca em investimentos

“Estamos revogando o Fundeinfra sem reduzir o investimento em infraestrutura do Estado”, afirmou Daniel, ao explicar que os serviços serão mantidos com recursos próprios, somados ao valor já arrecadado pelo fundo. Diferente de Wilder, o outro adversário do vice de Caiado, o tucano Marconi Perillo, reagiu em tom de drama ao fim do fundo. O vice-governador relatou a dificuldade de pessoas que não concordam com as decisões do atual governo em demonstrar suas discordâncias sob risco de retaliação. 

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Créditos: Divulgação/Secom e Edilson Rodrigues/Agência Senado

“Mesmo nesse ambiente, as entidades do setor cobraram, deputados de vários partidos cobraram, e eu não me calei um único dia: dei entrevistas, fui a debates, denunciei a injustiça em cada oportunidade que tive. A pressão funcionou”, declarou o tucano e adversário de Daniel em nota oficial sobre o fim do Fundeinfra. (Especial para O HOJE) 

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Tags:
Daniel Vilela discurso fundeinfra Marconi Perillo pré-candidatura wilder morais

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