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sexta-feira, 4 de abril de 2025
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Saúde materna

Confira os medicamentos contraindicados durante a amamentação

Certas plantas medicinais também não são recomendadas durante a amamentação

Postado em 1 de abril de 2025 por Leticia Marielle
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Confira os medicamentos contraindicados durante a amamentação. | Foto: Reprodução/Istock

A maioria dos medicamentos é transmitida para o leite materno, embora em quantidades pequenas. Mesmo quando presentes, esses medicamentos podem não ser absorvidos pelo sistema digestivo do bebê. No entanto, se for necessário usar algum remédio durante a amamentação, é fundamental que a mãe consulte um médico antes, para garantir que o medicamento seja seguro e não prejudique a saúde do bebê. O profissional pode orientar sobre a necessidade de suspender a amamentação, se o medicamento deve ser evitado ou se há alternativas mais seguras.

De modo geral, as mães que amamentam devem evitar o uso de medicamentos sempre que possível, optando, quando necessário, pelos mais seguros. Isso inclui medicamentos que tenham sido amplamente estudados e que apresentem baixa excreção no leite materno, minimizando assim os riscos para o bebê. Os medicamentos que são usados por longos períodos pela mãe costumam representar um risco maior, devido ao acúmulo que podem causar no leite.

Existem medicamentos que não devem ser usados durante a amamentação, como antidepressivos (doxepina), ansiolíticos (ácido gama-aminobutírico), anti-inflamatórios (leflunomida), antiarrítmicos (amiodarona), entre outros. Também é importante evitar imunossupressores, antineoplásicos e alguns antibióticos e antivirais. Alguns remédios, como o Cimegripe, que contém maleato de clorfeniramina e cloridrato de fenilefrina, também devem ser evitados devido ao risco de efeitos adversos no bebê, como sonolência ou irritação.

Além disso, certas plantas medicinais como o confrei, a equinácea e o ginseng também não são recomendadas durante a amamentação. Em contrapartida, existem medicamentos que podem ser usados com segurança, como antidepressivos (fluoxetina, sertralina), anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína), antitérmicos (paracetamol), antibióticos (amoxicilina, levofloxacino) e alguns antivirais (valaciclovir, oseltamivir), desde que orientados pelo médico.

Embora alguns medicamentos sejam considerados seguros, é essencial que nenhum remédio seja tomado sem a devida orientação médica, mesmo os que são mais comuns e amplamente utilizados. Em casos específicos, medicamentos como ácido acetilsalicílico, dipirona e alguns anti-hipertensivos podem ser utilizados, mas apenas quando não houver alternativas mais seguras disponíveis, e sempre com a devida recomendação médica. A dipirona, por exemplo, deve ser evitada na amamentação devido ao risco de efeitos adversos graves, como cianose e agranulocitose, que podem surgir em raras ocasiões.

É importante também que a mulher tenha atenção ao horário de administração do medicamento, para evitar picos elevados da substância no sangue e no leite durante as mamadas. Outra recomendação é escolher medicamentos com uma única substância ativa, evitando aqueles com vários componentes, como os usados para tratar gripes. Em vez de um antigripal, por exemplo, pode-se optar por remédios mais específicos, como o paracetamol para dor ou febre, ou a cetirizina para sintomas de congestão nasal e espirros.

Durante o uso de medicamentos, a mãe deve observar atentamente o bebê para identificar possíveis efeitos colaterais, como alterações nos padrões de alimentação, sono, agitação ou problemas gastrointestinais. 

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