quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Política monetária

Presidente do BC fala da alta de juros e do dinamismo da economia brasileira

Gabriel Galípolo afirma que política monetária precisa ser mais dura no Brasil para conter inflação e reconhece subsídios “perversos” na economia

Bruno Goulartpor em
Presidente do BC fala da alta de juros e do dinamismo da economia brasileira
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Em sessão solene na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (1°/4), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, respondeu a críticas sobre a recente alta das taxas de juros, afirmando que a política monetária brasileira precisa ser mais rigorosa que a de outros países para alcançar efeitos similares no controle da inflação.

O debate ocorreu durante homenagem aos 60 anos da instituição, com parlamentares questionando o impacto dos juros elevados na economia. Galípolo destacou a necessidade de melhorar a comunicação das decisões do BC, para que sejam compreendidas tanto pelo setor financeiro quanto pela população.

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O presidente do BC reconheceu distorções estruturais na economia brasileira, como subsídios cruzados que beneficiam grupos específicos, enquanto a maioria paga mais para compensar. “Essas trocas são regressivas e perversas, e talvez para nós, do Banco Central, esses ônus e bônus sejam mais evidentes”, explicou.

Ele também mencionou que, internacionalmente, há dúvidas sobre como o Brasil mantém dinamismo econômico mesmo com juros altos, reforçando que a dose elevada é necessária para garantir a estabilidade de preços.

Apesar das críticas, Galípolo reafirmou compromisso “inabalável” com a meta de inflação e destacou que o principal desafio do BC é transmitir de forma clara e fundamentada os motivos das decisões monetárias.

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Banco Central do Brasil economia brasileira Gabriel Galípolo Juros

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