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domingo, 11 de janeiro de 2026
Eleições

Sem perspectiva para 2026, Bolsonaro confirma que busca maioria no Senado

Caso consiga, decidirá quem vai ser indicado ao STF e às agências: “Mandaremos mais que o próprio presidente da República. Deus tem me mostrado caminhos para mudarmos o destino do Brasil” 

Raunner Vinicius Soarespor Raunner Vinicius Soares em 9 de junho de 2025
Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto
Fred Rodrigues: “STF vai continuar exagerando, vai continuar atropelando a Constituição e retirando a Constituição da sociedade brasileira” || Foto: Divulgação/PL

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comenta sobre os seus planos durante o Encontro Nacional de Mandatárias, nesta sexta-feira (6). Sem perspectiva de chegar ao Planalto, aponta que busca um maior número de cadeiras no Senado Federal. Em sua visão, ‘retomará’ o controle do Brasil por meio da Casa de Leis. Ao HOJE, o vice-presidente estadual de Goiás da legenda, Fred Rodrigues (PL), declara que Bolsonaro está correto em sua análise, uma vez que o Senado é onde está a medida constitucional de freio e contrapeso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a orientação geral é que o partido forme um time de bolsonaristas mais alinhados para 2026 para evitar oportunistas.    

“Nós decidimos quem vai ser indicado ao Supremo. As agências só terão pessoas qualificadas. Ouso dizer: mandaremos mais que o próprio presidente da República. Deus tem me mostrado caminhos para mudarmos o destino do Brasil”, afirma o ex-presidente. Em uma mensagem enviada aos seus apoiadores, comenta sobre a pesquisa da Quaest em que os dados indicam uma tendência de aumento na desaprovação do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT): “As eleições estão nas mãos dos conservadores”. Por fim: “Juntamente com outros partidos de centro-direita, devemos fazer uma ampla maioria na Câmara e mais de 40 para o Senado”. 

Leia mais: Derretimento de Lula dá um ânimo a mais para a direita

Questionado sobre o discurso, Fred Rodrigues diz que o “presidente” — como ainda se refere a Jair Bolsonaro — fez uma análise muito precisa da situação do País. “Se o Senado não for atuante, o STF vira uma ditadura. Você tem que confiar na moral e no caráter dos próprios ministros para se autorregularem. Eles já mostraram várias vezes que eles não têm essa condição. Eles não estão aptos a essa tarefa de se autopoliciar para evitar que cometam abuso e acesso com o enorme poder que têm nas mãos”, explica.  

Nesse sentido, na situação hipotética em que consiga essa maioria, Fred afirma que o Senado será atuante e assumirá o papel constitucional de regular as decisões do STF, tendo em vista que “o STF vai continuar exagerando, vai continuar atropelando a Constituição e retirando a Constituição da sociedade brasileira e entregando no lugar o humor e a opinião pessoal e as posições ideológicas dos ministros”. “Bolsonaro está extremamente correto nisso aí. A gente tem, sim, que fazer uma campanha forte para o Senado”, ressalta. 

Tendência da sigla em Goiás 

No dia 27 de maio, o presidente do PL de Goiânia, deputado federal Gustavo Gayer, disse ao O HOJE que o desejo da sigla é que o povo de Goiás se veja representado de fato nos políticos. “Não faz sentido que um Estado com perfil conservador como o nosso seja palco para pessoas que não lutem pelos princípios e valores mais caros que temos: a vida, nossas famílias, nossa liberdade, o exercício da nossa fé em Deus. Isso é inegociável.” 

Segundo Gayer, esse filtro já deve começar na chapa. “Nosso senador Wilder Morais é o nosso cabeça. Como presidente estadual do PL, as decisões finais serão dele. Eu espero contribuir na formação da chapa de acordo com o que ele precisar”, afirmou.  

O deputado federal reforçou que são de direita, são conservadores e são apoiados pelo Bolsonaro. “Fizemos campanha de graça para ele duas vezes e vamos fazer a terceira no ano que vem, se Deus quiser”, ressaltou. Ainda: “Vamos buscar caminhar ao lado de quem tem a bússola moral apontada nessa mesma direção”. 

“Elegemos parlamentares comprometidos com a verdade e atuantes pela liberdade e dignidade do povo de bem. Vereadores, deputados estaduais, deputado federal, um senador. Mesmo assim ainda passaram algumas ‘Joices Hasselmanns’, vamos afunilar ainda mais para barrar esses mal-intencionados logo de cara”, completou. (Especial para O Hoje)

 

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