sábado, 12 de setembro de 2026
Alarde da prefeitura

Goiânia não vive calamidade, afirma deputado com base em relatório técnico

Clécio Alves contesta pedido da Prefeitura e cita relatório do TCM que nega situação de colapso; Secretaria da Fazenda insiste em cenário crítico

Bruno Goulartpor em
Goiânia não vive calamidade, afirma deputado com base em relatório técnico
Deputado Clécio Alves contesta posicionamentod a prefeitura. Foto: Hellen Reis/Alego

Bruno Goulart

O deputado estadual Clécio Alves (Republicanos) criticou duramente, nesta terça-feira (17), a proposta da Prefeitura de Goiânia de estender por mais 180 dias o decreto de calamidade financeira no município. Durante o Pequeno Expediente da sessão ordinária na Alego, ele afirmou que o parecer técnico do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) já demonstrou a “inexistência” de qualquer situação que justifique o estado de exceção fiscal. “O TCM fez um relatório muito completo e deixou clara a falta de necessidade de aprovação de uma matéria como essa”, afirmou.

No mesmo dia, em reunião da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia, o secretário municipal da Fazenda, Valdivino de Oliveira, argumentou que Goiânia enfrenta um colapso financeiro oculto.

Leia mais: Câmara aprova urgência de projeto do líder da Oposição para derrubar aumento do IOF

Segundo ele, dívidas superiores a R$ 4,8 bilhões não estariam integralmente refletidas nos balanços contábeis. Ele classificou parte dessas obrigações como “dívidas do pendrive”, que não foram registradas adequadamente nos sistemas de controle, incluindo débitos do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais (Imas).

Coluna Econômica

Apesar do tom alarmista adotado pela Prefeitura, a coluna do jornalista Lauro Veiga Filho, do O HOJE, desmentiu a tese de calamidade com base em dados oficiais. Conforme o diagnóstico, a dívida líquida do município caiu 72,6% no início de 2025, enquanto o caixa registrou alta expressiva, alcançando R$ 1,375 bilhão. Além disso, a relação entre a dívida consolidada e a Receita Corrente Líquida está em 19,6%, percentual significativamente abaixo do teto legal de 120%.

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Tags:
calamidade pública clecio alves Prefeitura de Goiânia TCM-GO

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