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domingo, 22 de fevereiro de 2026
Desenvolvimento

Goiânia está entre as seis capitais mais desenvolvidas socialmente do Brasil, segundo IPS 2025

Com nota 68,21, capital goiana supera a média nacional e integra grupo seleto de cidades com melhor qualidade de vida, ao lado de Curitiba, Brasília e São Paulo

Anna Salgadopor Anna Salgado em 4 de agosto de 2025
Goiânia obteve desempenho acima da média nacional em moradia, saúde, educação básica e infraestrutura urbana
Foto: Paulo José/Prefeitura de Goiânia

Goiânia foi reconhecida como uma das seis capitais brasileiras com melhor desempenho no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025. A capital de Goiás alcançou a nota 68,21 numa escala que vai de 0 a 100, posicionando-se no seleto Grupo 1 do ranking, junto de Curitiba, Campo Grande, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. O IPS mede exclusivamente fatores sociais e ambientais, sem considerar indicadores econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB).

O levantamento é coordenado por organizações como o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Fundación Avina, Social Progress Imperative e Anattá, e analisa 5.570 municípios brasileiros. A metodologia do índice inclui 57 indicadores de fontes públicas e oficiais, como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), organizados em três dimensões principais: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.

Segundo o relatório, o Brasil teve pontuação média de 61,96 no IPS de 2025. Já Goiânia, ao atingir 68,21 pontos, superou essa média nacional e ficou entre os municípios com os melhores resultados do país. Os dados indicam que a capital goiana se destaca em áreas como moradia, saúde, acesso à educação básica e infraestrutura urbana. Componentes como “Liberdades Individuais e de Escolha” também aparecem com resultados positivos em Goiás, refletindo boas condições de vida e autonomia da população.

Na comparação entre as capitais, Goiânia ficou atrás apenas de Curitiba (69,89), Campo Grande (69,63), Brasília (69,04), São Paulo (68,88) e Belo Horizonte (68,22). Todas essas cidades pertencem ao Grupo 1 do IPS Brasil, que reúne apenas 358 municípios, 6% do total, com os maiores níveis de progresso social. Segundo o relatório, esse grupo abrange cerca de 30% da população brasileira e representa 42,8% do PIB nacional.

O desempenho de Goiânia é ainda mais expressivo quando comparado ao restante do Centro-Oeste. Na região, apenas Campo Grande (MS) e Brasília (DF) também integram o Grupo 1. No estado de Goiás, outras três cidades também figuram entre os melhores desempenhos do Brasil: Nova Veneza, Piracanjuba e Petrolina de Goiás. Ao todo, 14 municípios goianos foram classificados nos três grupos mais altos do IPS, que refletem os territórios com melhor qualidade de vida.

De acordo com o relatório executivo, a dimensão “Necessidades Humanas Básicas” foi a que apresentou os melhores resultados no país, com média nacional de 74,79. Nessa categoria, são avaliados aspectos como nutrição, saúde básica, acesso à água potável, moradia e segurança pessoal. 

Goiânia apresentou pontuação acima da média brasileira em praticamente todos esses componentes. Já a dimensão “Fundamentos do Bem-Estar”, que inclui educação básica, acesso à informação, qualidade ambiental e saúde geral, teve média nacional de 65,02 — nota que também foi superada pela capital goiana.

A terceira dimensão, “Oportunidades”, é tradicionalmente a mais desafiadora, com média nacional de apenas 46,07. Ela considera fatores como acesso à educação superior, inclusão social e respeito aos direitos individuais. Mesmo nesse aspecto, Goiânia apresenta desempenho considerado relativamente forte quando comparada a cidades com similar Produto Interno Bruto (PIB) per capita, de acordo com a metodologia do IPS.

O objetivo do índice é servir como uma ferramenta de avaliação e planejamento de políticas públicas. Como destaca o relatório, “apenas o crescimento econômico sem progresso social pode resultar em degradação ambiental, aumento da desigualdade e conflitos sociais”. Por isso, o IPS busca medir diretamente os resultados que impactam na vida cotidiana da população, funcionando como uma bússola para gestores públicos e investidores sociais.

Além de ajudar a orientar decisões administrativas, o IPS Brasil também contribui para que a sociedade civil acompanhe de forma crítica o desenvolvimento de seus territórios. Segundo os organizadores, medir o progresso social anualmente permite captar mudanças, identificar tendências e aperfeiçoar políticas de longo prazo.

A edição de 2025 do IPS reforça a importância de Goiânia como referência nacional em qualidade de vida urbana. Com resultados consistentes em múltiplos indicadores sociais e ambientais, a capital se consolida como exemplo positivo de desenvolvimento voltado às pessoas. O relatório ressalta ainda que municípios com melhores pontuações tendem a apresentar maior densidade populacional, infraestrutura consolidada e melhores condições de acesso a serviços públicos essenciais.

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