O Hoje, O Melhor Conteúdo Online e Impresso, Notícias, Goiânia, Goiás Brasil e do Mundo - Skip to main content

domingo, 11 de janeiro de 2026
Saúde

Goiás confirma circulação da febre amarela após morte de macaco

Último caso em humanos no estado foi registrado em 2017

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 5 de setembro de 2025
prevencao da febre amarela 1760x990 1
Alerta em Abadia de Goiás: vírus da febre amarela reaparece Foto: Divulgação

A circulação do vírus da febre amarela foi confirmada em Abadia de Goiás após a morte de um macaco no dia 25 de agosto. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) emitiu, nesta sexta-feira (5), um alerta epidemiológico para todos os municípios com o objetivo de reforçar a vigilância e as medidas de prevenção. O último caso da doença registrado em humanos no estado ocorreu em 2017.

A vacinação é a principal forma de proteção. No calendário básico infantil, a imunização é aplicada em duas doses: a primeira aos 9 meses e o reforço aos 4 anos. Para pessoas de 5 a 59 anos que ainda não receberam a vacina, a recomendação é de dose única. Já aqueles com mais de 60 anos precisam passar por avaliação médica antes da aplicação.

Apesar da oferta gratuita do imunizante, a cobertura vacinal em Goiás é de 71,57%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A SES-GO reforça a necessidade de ampliar a adesão para reduzir o risco de transmissão.

Além da vacina, a população deve adotar medidas de proteção em áreas de mata, onde há registro de macacos mortos ou doentes. Entre as recomendações estão evitar deslocamentos desnecessários, usar roupas que cubram braços e pernas e aplicar repelentes, principalmente no início da manhã e no fim da tarde, períodos em que os mosquitos transmissores são mais ativos.

A febre amarela é uma infecção viral transmitida por mosquitos silvestres, especialmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes. A doença pode afetar tanto seres humanos quanto macacos e apresenta evolução rápida, com risco elevado nas formas graves. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dores no corpo, cefaleia intensa, náuseas e vômitos. Em quadros mais graves, pode evoluir para icterícia, hemorragias e falência de órgãos como fígado e rins.

Macacos não transmitem a febre amarela, mas funcionam como sentinelas que indicam a circulação do vírus em determinada região. A eliminação desses animais prejudica o sistema de vigilância e atrapalha a identificação precoce de novos focos.

Diante de sinais e sintomas suspeitos, a orientação é buscar atendimento médico imediato para diagnóstico e acompanhamento adequados.

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Veja também